quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Vitória em 48 minutos

O Coritiba ganhou do Atlético Mineiro, mas foi na base do sufoco, 2x1, com gols de Ricardinho e Maurício, que aproveitou um vacilo do goleiro mineiro.

No primeiro tempo, o Cori foi muito mal e não mostrou perigo para o gol do time do Atlético Mineiro. O Verdão não mostrou força ofensiva. Dorival optou por uma escalação errada, ao deixar Keirrison sozinho na área do time de BH. Com Bernardi na zaga, no lugar de Rodrigo Mancha, suspenso pelo cartão amarelo.

Um baixo rendimento dos alas e dos meias, em especial João Henrique, que acabaria substituído no intervalo, Marlos pouco se aproximou do centroavante coritibano, deixando K9 refém da zaga mineira. Quem também teve um mau desempenho foi Carlinhos Paraíba, que deixou a desejar.

Na prática, o Verdão só teve um arremate a gol, com Carlinhos Paraíba, mas sem muito perigo. Já o Galo, além do gol, teve uma boa oportunidade num lance de cabeceio do zagueiro mineiro, que perdeu uma boa chance de marcar.

Com um espaço grande entre o meio-campo e o ataque alviverde, o Galo aproveitou a postura do Coxa em campo e fez o seu gol aos 41 minutos, num belo arremate do jogador de Minas, que acertou o ângulo do goleiro Vanderlei.

Com o apito final, bronca da torcida, insatisfeita com o baixo rendimento alviverde, vaiou o time, criticou Dorival e pediu a entrada do gringo Ariel.

No tempo final, DJ mexeu e corrigiu o posicionamento do Cori. Bernardi e João Henrique saíram para as entradas de Ariel e de Bilu, que fez sua estréia no time Coxa-Branca.

As mexidas deram certo, o time Verde e Branco foi para o ataque, liberando mais os alas, especialmente Ricardinho, que foi bastante ofensivo, já que tinham Bilu e Alê na cobertura do setor defensivo.

O Cori chegou ao gol logo nos primeiros minutos do segundo tempo, num lance individual de Ricardinho, que marcou um golaço, de fora da área, acertando um chute calibrado, indefensável para o goleiro do time alvinegro.

A postura coritibana mudou e pra melhor. Ariel segurou um zagueiro, criando espaços para Keirrison aparecer mais no jogo. K9 ainda acertou um bom chute, que passou bem perto da meta mineira.

Com os avanços de Marcos Tamandaré, pela direita, o Coxa passou a dominar o jogo, já que contava com os avanços pelos dois lados do campo e ainda permitindo que Marlos se aproximasse da dupla de atacantes coritibanos.

O gol da vitória do Coritiba saiu numa bola parada. Cruzamento alto pela direita, numa falta em dois lances. A bola foi em direção ao gol, o goleiro mineiro vacilou ao tentar evitar o lance, permitindo um rebote, que caiu nos pés do capitão Maurício, que bateu rasteiro e fez o gol da vitória.

Num lance bonito, Ariel faz uma série de embaixadinhas na área, vira o corpo e bate de pé esquerdo, para uma boa defesa do goleiro mineiro, que cai no canto e segura firme.

Marlos teve uma boa chance de fazer mais um gol, por volta dos 40 minutos, depois de um dos raros contra-ataques bem feitos pelo Coritiba, mas o meia finalizou errado e perdeu a oportunidade.

O Atlético MG ainda teve duas grandes chances para empatar, uma depois de um vacilo de Felipe, que vinha bem no jogo. O zagueiro coritibano errou na saída de bola, o Galo chegou na grande área e o arremate rasteiro foi defendido pelo goleiro Coxa.

Em outro lance, já nos minutos finais, Vanderlei fez uma defesa espetacular, tirando uma bola chutada pelo sérvio Petkovic, que tinha o destino certo, indo no ângulo direito de sua meta e evitando o gol de empate e recebendo os aplausos da galera.



RESUMO DO JOGO

Resumidamente: o Coritiba teve um mau rendimento no primeiro tempo, que foi melhorado o suficiente para vencer um time modesto taticamente, que tinha seis desfalques. O Galo mostrou raça e vontade, assim como o Cori, no segundo tempo.

A vantagem técnica dos elencos foi marcada no placar, em que se pese o vacilo incrível do camisa 1 do time de Minas. Não foi uma boa partida, mas valeu pelos três pontos para o Verdão.



MÚSICA NOVA

Bacana a música nova do Coritiba. Simples, curta, lenta. Ôooo Verdão, Ôooo Verdão! Insistam nela, Império. Num jogo com arquibancada lotada, a música vai pegar. Apesar de cantar algumas músicas da organizada durante o jogo, algo que desagrada parte da torcida, a Império cantou e cantou alto durante todo o jogo. Fizeram a parte deles. E fizeram bem.

Evento

Pedrinho Bonassoli, fiel torcedor Coxa-Branca, indica um evento para o pessoal que acompanha o esporte e a odontologia. E ainda faz uma sugestão: torcedor Coxa, vá e leve a camisa do Verdão.

Consulados: uma boa notícia

Ainda não é oficial, mas a diretoria do Coritiba deve anunciar durante o mês de novembro a formalização dos Consulados da Torcida Coxa.

Os consulados são uma idéia de William Hillmann, fiel Coxa-Branca que reside nos EUA, que em 2001 trouxe ao debate a iniciativa, e que ganhou força a partir de 2007, quando o Coxa-Branca Diego Andrade, então residindo na Itália, operacionalizou a criação dos consulados através do site COXAnautas. O objetivo é o de criar grupos de torcedores do Verdão em cidades de todo o planeta, para divulgar e incentivar o fortalecimento Clube em suas regiões.

A oficialização dos consulados é uma demanda antiga e que encontra apoio junto a diversos sócios coritibanos, que residem fora de Curitiba e que fazem parte dos Consulados da Torcida Coxa.

As iniciativas de sucesso com eventos de grande porte, divulgação junto a imprensa local e viagens para acompanhar o Coxa em partidas oficiais de alguns dos 126 consulados já existentes serviram de modelo para o projeto que foi apresentado por Leandro Requena e Osvaldo Dietrich ao conselheiro Gustavo Hauer, que levou a proposta aos diretores do Cori.

A criação de regras e controles, bem como o apoio institucional do Coritiba Foot Ball Club, deverão fazer parte do projeto, que deverá ser implantado inicialmente em alguns dos consulados mais estruturados, como o do Norte do Paraná, Santa Catarina, Brasília e São Paulo. A expansão do projeto deve ser natural, com a adesão de mais grupos de coritibanos.