sábado, 18 de outubro de 2008

Torcedor fala: nossa casa é aqui!



Caro Luiz:

Tenho acompanhado com vivo interesse as matérias sobre o novo estádio do Coritiba e quero deixar registrada minha opinião.

Como Coxa-Branca da velha guarda, que acompanhou a construção do estádio desde os bolões esportivos dos Cornelsen, que sofreu com as fissuras da cobertura em 1967 e a revitalização providenciada pelo Evangelino e que assistiu a jogos de todos os ângulos possíveis do estádio, tenho o Couto no Alto da Glória como minha casa e acho que modernidade nenhuma justifica que rompamos com a história.

Se o estádio mudar de local, temo que nunca mais seremos os mesmos. Eu, pelo menos, nunca mais serei o mesmo, pois a saudade e as lembranças serão eternas. Saudações alviverdes e um abraço.

Felipe Rauen


Felipe Rauen mora no Rio Grande do Sul e é Coxa-Branca de coração.

Novo Couto: Requena fala

Alto da Glória

A construção de um novo estádio para o Coritiba foi um dos principais assuntos, desta semana, na mídia paranaense. Após a confirmação da assinatura de um protocolo de intenções entre o Coxa e a construtora WTorre (noticiada em 1.ª mão aqui na Tribuna), a torcida alviverde passou a se interessar mais pelo tema e, logicamente, as discussões já começaram.

O principal assunto debatido é a localização do novo estádio. A maioria dos coritibanos deseja que a “nova casa” alviverde seja construída no mesmo local onde se encontra o Couto Pereira. Porém, uma parcela da torcida admite que o Verdão “se mude” para outro bairro da cidade e apóia a idéia de que o novo estádio Coxa-Branca seja construído em um local mais adequado para um projeto mais grandioso.

Apesar de concordar com vários dos argumentos daqueles que defendem a construção do novo estádio do Coritiba em outro local, sou favorável que ele seja erguido no mesmo terreno onde hoje é localizado o Couto Pereira. O Alto da Glória faz parte da minha vida e é quase impossível aceitar a idéia de trocá-lo por outro lugar.

Porém, entendo que esse é um assunto que não deve levar em conta vontades pessoais. O futebol moderno não permite que a paixão se sobreponha a razão. É preciso ver o que é melhor para o clube e não o que cada um gostaria que fosse feito. Por isso, defendo que esse tema seja debatido entre toda a comunidade coritibana. Diretoria, conselheiros, sócios e, principalmente, torcedores devem ser ouvidos. Tudo deve ser discutido à exaustão, para que a decisão final sobre o local do novo estádio do Coritiba seja a melhor para o futuro do maior clube do futebol paranaense.

Leandro Requena