quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Coritiba, minha casa é aqui!

Lendo o texto do Diego Hatschbach Ferreira , "Um novo Couto Pereira", não posso me abster de opinar. Discordo da proposta da saída da sede dos jogos do Verdão para outro local. Apesar de discordar em gênero, número e grau desta tese, acredito que devemos debater incansavelmente o tema, na busca da melhor alternativa para o Clube.

O Conselheiro Giovani Zilli bem falou num comentário no site COXAnautas que, obviamente, a decisão irá agradar a todos. Sem dúvida. Nem precisa agradar a todos. Precisa apenas agradar a maioria dos sócios do Coritiba Foot Ball Club.

Sou absolutamente contrário à tese de troca de lugar do estádio do Coritiba. Isto seria bom para quem? Pros donos do shopping? Temos que seguir um único caminho: o que é o melhor para a TORCIDA DO CORITIBA?

O Coxa é futebol clube. Precisa de um estádio seguro e confortável. E na Ubaldino do Amaral, 37. Neste tema, sou como o HenrY Ford: você pode ter qualquer carro, desde que seja um Ford preto. O Cori pode ter um estádio em qualquer lugar do planeta, desde que seja no mesmo lugar que está agora o Alto da Glória.

Penso que a diretoria do Clube deva buscar atender os interesses de seus associados. O processo inverso não tem validade democrática. E por que não uma ampla discussão com os segmentos organizados de torcedores, seja nas Torcidas Organizadas, seja nos sites, seja nos grupos de torcedores, como o Povão, os Cornetas do Fosso?

Comissões multisetorias poderiam - e deveriam - funcionar e funcionar bem. A ampla discussão - e não trato de discussão de assuntos estratégicos, e sim, de conceitos, premissas fundamentais dos interesses da coletividade coritibana - é o caminho pra se errar menos possível.

Um investimento desta magnitude, de valores e de prazo, precisa ser uma tacada certa. Um erro pode ser drasticamente prejudicial para os próximos cem anos de Coritiba.

Mas sou democrata e sou por um plebiscito popular. Quem sabe, em dia de jogo grande, com o Couto lotado e nossos torcedores colocando os votos nas urnas no próprio Alto da Glória. Mas isto, claro, depois de muita análise e discussão. Nada de pratos feitos.

Assim como existem exemplos de estádios novos, com conceito de multi-arena, existem estádios tradicionalíssimos que foram modernizados, mas mantiveram o clássico, mantiveram a história de um povo. Cito o caso do Barcelona e do seu arqui-rival, o Real Madrid.

O Coritiba demorou sessenta anos para ter um estádio. Uns meses a mais não serão tão ruins assim.

Se o Presidente Cirino prometeu uma gestão participativa e democrática para os sócios do Clube, nada melhor do que tratar este assunto junto com os sócios, lado a lado de sua torcida.


Por um novo Couto Pereira, com o que bem entenderem - exceto a cor vermelha -, com shoppings, lojas, academias, estacionamento, enfim, tudo o que acharem necessário. Mas desde que seja na R. Ubaldino do Amaral, 37, no Alto da Glória.

O novo Couto: a torcida fala

O novo Couto Pereira.

Prezados amigos Coxas-Brancas. Estamos a um ano de completarmos o nosso centenário e, recentemente, noticias sobre projetos da construção do “novo Couto” estão em pauta tanto nos corredores da diretoria quanto na mídia.

Há três projetos:

a) Modelar o que já está “pronto”;
b) Demolir e construir um novo no mesmo local, ou;
c) Construir em um novo local.

Certamente há divergências de escolhas entre membros do conselho do clube, diretoria, imprensa e, principalmente, da torcida alviverde.

Particularmente, em um primeiro pensamento, gostaria da permanência do Couto Pereira no local onde se encontra, no Alto da Glória e há torcedores que assim como eu optam pela continuidade do estádio no próprio local, pois usamos das tradições do clube como forma de justificarmos a escolha.

O carinho e amor pelo Alto de tantas Glórias, citado inclusive no hino oficial, fazem-nos sentir saudades mesmo antes da tomada de decisão da Diretoria. As conquistas dentro do gigante de concreto parecem não nos deixarem escolhermos por uma outra opção, a não ser a permanência em nossa casa.

Porém, após uma conversa com um amigo meu, o mesmo mostrou-me pontos benéficos à construção de um novo estádio em outro local. Eu pensei e fiquei confuso referente ao meu pensamento. Explico o porquê nas palavras deste amigo:


1) Sou Coxa-Branca aonde for. Não importa o bairro, a cidade, o estado ou o país. Não importa onde a “nova casa” for construída, o amor pelo Coritiba não vai mudar.

2) Hoje em dia, tradição não ganha títulos. Quero ver o Coritiba ganhar títulos onde quer que seja. O Coritiba é grande e merece um empreendimento a sua altura.

3) Caso haja demolição do Couto Pereira para a construção de um novo estádio, e posteriormente a execução das obras, certamente não levará meses, e sim, mais ou menos dois anos para tudo ficar pronto. E durante estes dois anos, aonde iremos jogar os campeonatos? Imagina passar o ano do centenário sem “casa própria”. Vamos jogar longe da nossa torcida? Usar a Baixada? Nunca! Pinheirão? Nem sonhando! A Vila? Não cabe a nossa torcida lá! Estádio Ecológico? Sem comentários! Então, essa é uma das questões para se pensar!

4) O terreno do atual Couto Pereira é grande, porém não há espaço para abrigar um estacionamento para mais de três ou cinco ou sei lá quantos mil veículos como exige a Fifa.

5) A locomoção de veículos em dias de jogos é um dos grandes problemas enfrentados pelos torcedores. Como o Couto Pereira localiza-se em uma região central, o tráfego torna-se um obstáculo após os jogos.

6) Com a construção de uma nova praça esportiva em um outro local, poderá ser realizado no atual terreno um projeto para a execução de um Shopping Center próprio, a exemplo do Real Madrid. O Coritiba lucraria com o aluguel das lojas, teria uma renda independente. Hoje o que mais se procura são espaços para empreendimentos.

7) Com a construção da nova casa em outro bairro, tendo acesso facilitado aos torcedores, poderá ser discutido um acordo com a prefeitura da cidade a instalação de uma estação de metrô, já que este projeto (o do metrô) parece, aos poucos, sair do papel.


Sei que não é fácil aceitarmos a (provável) decisão da diretoria sobre a construção de um novo estádio em outra região. Entretanto, acredito que qualquer que seja a decisão deveremos ser flexíveis em apoiar o clube naquilo que futuramente irá nos beneficiar.

O Coritiba Foot Ball Club merece um tratamento proporcional ao tamanho de sua história, de sua grandeza e da sua maravilhosa torcida.

De Norte a Sul está brilhando Coxa-Branca!

Saudações Alviverdes

Abraço grande.


Diego Hatschbach Ferreira

Influência Coxa no Maranhão


Lá no Nordeste brasileiro, a influência do Coritiba é encontrada no Maranhão, onde existe um time de futebol amador que leva as cores do Verdão do Alto da Glória na sua camisa. É o Curitiba Futebol Clube, da cidade de Chapadinha, atua na primeira divisão do Campeonato Chapadinhense Amador.

Com oito anos de existência, o Verdão maranhense se mantém graças a raça e determinação dos seus jogadores, que superam as dificuldades do esporte amador com valentia e bravura, tudo pelo sonho de poder se divertir jogando futebol.

No mês de agosto, o time verde e branco enfrentou outro alviverde local, o Palmeiras de Chapadinha, numa partida amistosa. Quem levou a melhor foi o Curitiba, que goleou por 4x0 o homônimo do time paulistano.

(Fotos: Francisco Souza Viana)