sábado, 11 de outubro de 2008

Silêncio e trabalho

Um mau resultado o Coritiba teve em São Paulo, no empate sem gols contra a Portuguesa de Desportos, um time que está em baixa no Brasileirão e luta para não cair, diferente do Cori, que luta pela vaga na Libertadores no ano do Centenário do Verdão.

O resultado contra times fracos, com a Lusa e o time da Baixada, fala por si só: são imperdoáveis numa competição tão equilibrada como o Brasileirão, que está nivelado por baixo, e bem por baixo (quem será o craque do Brasileirão 2008?). Uma pena, perdemos pontos contra os fraquíssimos...

Agora, é recuperar contra o Goiás, num jogo que deve ser bem mais difícil do que foi contra Lusa e time da Baixada.

Sem desculpas, sem justificativas. Não há tempo pra isto. É assumir os erros trabalhar - e muito! - em silêncio. Nada de imponderável, pois ele vale pra todo mundo, quando ganhamos, quando perdemos, seja jogando bem, seja jogando mal, dentro ou fora de casa.

Na próxima rodada, que vençamos o Goiás! Eis tudo, pois o campeonato continua.

(Foto: Sophie)

Coxa pode perder um

O Coritiba pode estar perdendo o auxiliar de preparação física Gladyson Ananias, que teria recebido um convite do Fluminense para ir trabalhar ao lado de René Simões.

O profissional trabalhou durante a temporada passada ao lado de René, quando levaram o Coxa ao título da Série B.

(Foto: Rodolfo Clix)

Pode perguntar...

Recebo críticas anônimas sobre meus questionamentos ao projeto Coxa Kids.

Pra mim, há uma inversão de valores. E basta ler (e reler, como eu faço, periodicamente) o projeto Vencer para comprovar isto.

Lá, diz que a assessoria de imprensa estará ligada ao departamento de marketing.

Logo, as ações de marketing, suponho, devam ser divulgadas pela assessoria.

Logo, a informação vai do Clube ao associado.

Já imaginou 17 mil sócios perguntando a mesma coisa para o Clube? Não seria mais condizente com uma gestão profissional - mote do projeto Vencer -, uma gestão por resultados, que fosse justamente o contrário? O Clube informar seus sócios?

Então, aos críticos, uma lembrança: antes da eleição presidencial de 2007, assisti uma apresentação do projeto Vencer na casa do amigo Cláudio Réus. Além de candidatos da chapa Cirino/Tico Fontoura, conselheiros eleitos, simpatizantes do grupo e torcedores.

Fiz algumas considerações ao projeto, entre elas, a não identificação de ações relacionadas ao público infantil e público feminino.

Quem duvidar, pode perguntar ao próprio presidente Cirino.


PARA REFLETIR NA ARQUIBANCADA

Este cunho marcastista de que só se fala o que o poder quer, comigo não funciona.

Lembro bem de matéria do jornal Gazeta do Povo do dia 06 de outubro. Duas páginas, manchete em letras garrafais: "Prometeu, tem que cumprir!". Com direito a um baita ponto de exclamação. Para quem quer ter um site/blog informativo, é um exemplo a ser considerado, não?

Ao lembrar das promessas, cobrando suas realizações ou as justificativas das não realizações, se faz democracia. Democracia é feita na prática, não apenas em belos e pomposos discursos, repletos de fisiologismos e sacadinhas de marketing político.

Pois bem, pra mim é assim. Votei no Cirino/Tico e vou cobrar. A cada dia, vou cobrar, vou cobrar, vou cobrar. Tudo o que está escrito eu vou cobrar. Mas notem, não tenho cobrado imediatamente tudo o que está escrito lá. Entendo que certas propostas não tiveram tempo para serem aplicadas no mundo real.

Sou eleitor, tenho este direito de cobrar a realização as propostas de campanha. E nem por isto deixo de ser coritibano de coração. Ou deixo?

Ah! Sou chato sim. O Coritiba não é uma confraria de 'amigos', é uma empresa particular mas uma entidade de interesse público, a sua gigantesca torcida. E à torcida os dirigentes devem respostas.

Mais umas do "Perguntar não ofende"

Então, pra quando vem a campanha de sócio com direito a voto? Passaremos um ano em desacordo com o estatuto e ninguém falará nada?

E este direito a voto sairá mais caro para o sócio?

Até hoje eu não entendi a conta de passar uma parte desta receita para um terceirizado. Queria ver a análise de custo que - suponho - avalizou a decisão da diretoria - já que ela não foi passada pelo Conselho Deliberativo -, garantindo o bom negócio que o Coxa fez. Afinal, até ano passado, se pagava menos para ser sócio do Clube.

Tá certo, vão alegar que agora tem um site só pros sócios, tem o chute a gol, tem o Clube de Benefícios - até agora, só recebi flyers de um bar. Visita ao CT e Couto já existia antes. Então, a pergunta que fica é: estes dois novos benefícios, o chute a gol e o Clube de Benefícios com o tal bar são suficientes para justificar o aumento do preço e o repasse de um percentual de uma receita que deveria ser própria do Clube - já que o torcedor é do Coxa, não da empresa parceira?

Vou lembrar as palavras do Sr. Jair Cirino, Presidente do Coritiba, ao jornal do Clube, o 'Concentração', edição nº 4, ao tratar da colônia de férias, destacou que "Temos um Clube democrático e participativo. Queremos o torcedor mais próximo para nos ajudar a fazer do Coxa um Clube maior e mais vitorioso". Tá aí, quero ser participativo e democrata, mas quero saber o que me interessa saber, não o que os outros acham que é interessante de eu saber.

Aproveitando e tema, pergunto: quanto custou cada participação nesta colônia de férias, quem eram os parceiros - e os sócios destas empresas? -, quanto foi arrecadado e quanto ficou de lucro líquido para o Verdão?