sábado, 4 de outubro de 2008

Merecidamente, um Coxa vitorioso

Valeu à pena para mais de 18 mil pessoas presentes ao Alto da Glória, numa fria noite de sábado, depois de muitas horas de chuva intensa.

O gramado do Couto estava encharcado. Então, o que contou foi a vontade e a raça. Bem diferente da apresentação medíocre quanto o time da Baixada - quando o Coritiba parecia não querer jogar -, contra o ótimo time do Internacional, dono de um toque de bola qualificado, o Verdão se impôs e merecidamente foi vitorioso. Uma vitória para lavar a alma da fiel torcida Coxa, que cantou seu amor pelo Clube.

O jogo contra o Inter teve um bom primeiro tempo para o Alviverde, apesar da falha de Maurício, que marcou contra, num lance de linha de fundo, com o goleiro Vanderlei saindo para a bola. Apesar da ducha fria no placar, a Império não arrefeceu. Pelo contrário: a bateria puxou a responsabilidade e ditou o ritmo da torcida. E vieram mas gritos de incentivo.

O apoio foi recompensado. O Coxa jogava bem e chegou ao empate em outro lance meio espírita, numa outra falha da zaga, desta vez, a gaúcha. O goleiro falha feio, num lance de bola cruzada e joga no pé do zagueiro, que bate contra o próprio gol. Quiseram os deuses do futebol que o Cori fosse recompensado na mesma moeda.

No primeiro tempo, o time Coxa-Branca pecou em não avançar mais a marcação e liberar mais os alas. Keirrison teve que sair da área - assim como Ariel - e isto facilitou para o hábil time do Inter, que tocava bem a bola, apesar do campo muito pesado. Já o Cori, mostrava a raça que a torcida tanto quer.

No tempo final, o Coxa fez uma ótima apresentação. DJ corrigiu as falhas de posicionamento, liberou mais os alas ao avançar os dois volantes - Alê e Donizete foram muito bem na partida - e principalmente o camisa 2, Marcos Tamandaré, foi mais à frente, para apoiar o ataque. Resultado? O Coxa virou, com Keirrison, e sua sempre marca de artilheiro.

A galera fez bonito no segundo tempo. Atacando para o lado da curva de entrada, onde se situa a Império, o time ganhou gás - no tempo final, MUC e Mancha ficaram mais próximas e também cantaram mais - e o terceiro gol saiu depois de um cruzamento da esquerda. Maurício aproveitou o vacilo colorado e fez o terceiro, redimindo-se no ataque de sua falha na defesa.

Marlos, que havia entrado no lugar de Ricardinho - boa alteração de Dorival - trouxe mais ofensividade e velocidade na transposição de meio para o ataque. Deu certo. Novo lance com Keirrison, mais um gol do matador: 4x1, noutro lance de qualidade individual do camisa 9.

O time de Porto Alegre até fez o 4x2, com o rápido Nilmar, aproveitando vacilo da zaga coritibana, que cedeu muito espaço numa bola cruzada. Mais foi só por parte do time visitante. Quem deu as cartas foi o Coritiba, que perdeu duas ótimas chances de fazer mais. Coritiba 4x2 sobre o forte time do Internacional, numa noite em que o time e a torcida fizeram a parte que lhes cabe.

A vitória Coxa-Branca foi inquestionável. O segundo tempo do Cori foi uma apresentação de ótima performance, mostrando um futebol consistente, equilibrando marcação e vontade de jogar com ofensividade. O que o Coxa não fez contra o fraco time do A. Paranaense, fez contra o forte time do Internacional.

Agora, é a Lusa. Boa oportunidade para quem não tem viajado, viajar. É um jogo contra um time que está desesperado devido a má colocação na tabela e que não conta com uma torcida de grande número.

(Foto: Marcello Schiavon)

Chega de intolerância!

O fiel Coxa-Branca Diego Hatschbach Ferreira escreve sobre o racismo no futebol. Diego se reporta a um tema tão preocupante quanto pouco debatido e, principalmente, combatido.

O Coritiba poderia adotar uma campanha contra a intolerância nos estádios. O racismo é um ponto pouco criticado e combatido, quando deveria ser justamente o contrário.

Lembrando nossas origens, das quais um dirigente do time da Baixada, ao tentar nos ofender com a designação Coxa-Branca, acabou criando uma das mais profundas formas de amor do futebol do Brasil: a relação da torcida do Coritiba com o apelido Coxa. Se era para agredir, a ofensa acabou por ser uma alavanca para as gerações futuras. A galera adotou o "Coxa eu te amo!" e o Clube cresceu nas mãos de sua torcida.

Para um Clube, de origem germânica e que muito sofreu pela intolerância, que confundia as coisas durante os anos da Segunda Guerra Mundial em Curitiba, o Coritiba poderia buscar novos caminhos, orientando seus torcedores, dando exemplo, fazendo sua parte, por menor que ela possa parecer neste universo de ódio, rancor, preconceito que existe no universo do futebol mundial. Quem sabe, um dia, a diretoria Coxa adota a idéia.

É mais fácil fazer tratamentos alternativos, do tipo, depois que acontece a besteira, entramos em campo e mostramos que estamos atentos... Politicamente correto, mas de efeito reduzido. A campanha dedicada, incansável, dia-a-dia, de maior amplitude, debatendo o problema e buscando soluções - com o exemplo da harmonia entre as cores de pele - seria algo que colocaria o Cori num outro patamar do futebol mundial. E por que nós, Coxas-Brancas de coração, não podemos trazer este exemplo à tona?

Sou Coxa, de pele branca, de alma negra, de coração amarelo e sangue vermelho. Sou Coxa de todas as cores, castas e credos, pois o Coritiba Foot Ball Club é uma prova de meu amor.



Pela paz em todo mundo, pelo fim do ódio entre torcidas, independente de cor de pele ou de camisa, chega de intolerância!


(Foto: Daniel Wildman)

A torcida nunca abandona

O fiel Coxa-Branca Cleiton Sacoman voltará à campo (nas arquibancadas do Monumental do Alto da Glória) para apoiar o time de coração. Torcida, não falta para o Coritiba.

Cleiton é mais um alviverde a incentivar o crescimento da Nação Coxa: ele leva o afilhado Fabinho, um grande torcedor Coxa roxo mesmo morando em Foz do Iguaçu.

É a torcida que nunca abandona e que faz bonito com seu amor pelo Clube. Um exemplo de dedicação.

Ex-Coxa na Hungria

O fiel Coxa-Branca Frederico dos Santos Moreira Jr. é quem passa a dica. O atacante Guilherme Moreira, ex-atleta da Base do Coritiba, está atuando no futebol europeu, pelo Honved, da Holanda (ex-time de Puskas).

Logo na sua estréia, o avante marcou o seu primeiro gol, num empate de 2x2 contra Orosháza. No Honved ele atuará com a camisa 27 - Moreira, na escalação usam o sobrenome dele Moreira Rodrigues.

Para saber mais, visite o site do time húngaro:

http://honvedfc.hu/

Mobilização no Orkut

O torcedor Coxa-Branca Bruno Otero traz a dica de um aplicativo do Orkut (Apps) no qual o torcedor pode ajudar o time de coração (o Coritiba, claro) a subir numa tabela que serve de referência para os torcedores que estão no Orkut.

O jogo é simples: são cobranças de pênaltis que são contabilizados em favor do Verdão.

Para participar deste Apps e chutar pelo Coritiba, visite o endereço

http://www.orkut.com.br/AppInfo.aspx?appUrl=http%3A%2F 2Fpenalti.mentez.com%2Fpenalti.xml&objs=&sn=

Concentração

Espero que durante a semana, o treinador Dorival Jr. e o capitão do Coritiba, o zagueiro Maurício, duas lideranças do time, tenham passado parte do tempo do seus dias pensando em como fazer para vencer o Internacional, adversário de logo mais.

Espero que nenhum outro evento não relacionado ao futebol tenha atrapalhado a concentração de ambos... Até porque se isto ocorrer, quem da diretoria irá cobrar deles? Afinal, não é a diretoria que autoriza os funcionários do Clube do elenco e comissão técnica a participar de eventos que não são relacionados ao futebol?

Se houver desconcentração do time em campo, quero ver quem irá cobrar.

(Foto: Bensik Imeri)

Risco calculado?

“Queremos entrar no G4 na hora certa, bem no finalzinho do campeonato. Não adianta entrarmos antes e depois sair”. A frase é do jogador Carlinhos Paraíba, em entrevista ao jornalista Róbson De Lazzari.

Logo mais o Coxa encara o Inter, no Couto Pereira.

Que a frase de Paraíba represente bem um risco calculado pelo futebol Coxa.

(Foto: Steve Woods)