domingo, 28 de setembro de 2008

Um AtleTiba do óbvio

O previsível AtleTiba terminou em empate. Falar do jogo antes é bem mais difícil. Fiz a minha parte.

'Eles' estavam mais mobilizados para o clássico, encararam o AtleTiba como ele é, um jogo diferenciado. O Cori não ganhou na vontade. Time tinha pra ganhar deles, que é fraco, mas lutou como nunca para permanecer vivo.

Já o Coritiba, pensou que iria ganhar um jogo ao natural. Além de errado taticamente - um 3-5-2 sem alas -, perdendo o meio-de-campo, o Verdão não lutou dentro de campo.

Poderia até perder se não tivesse em Ariel um jogador raçudo.

DJ demorou 57 minutos para arrumar o óbvio: adiantar o Rodrigo Mancha e ganhar o meio-campo, forçando o erro da zaga deles. No segundo tempo, dominamos o jogo e não ganhamos por falta de qualidade. Era um tal de chutão pra todo lado da parte deles. Os alviverdes recuperavam a bola, tinham espaço para armar mas não conseguiam ter avanços dos laterais (ou alas) qualificados que um time precisa ter para ir longe num Brasileirão.

No primeiro tempo, a torcida foi no ritmo do time: já que o time não jogava, a torcida não cantava. No tempo final, a torcida embalou mais e cantou mais alto. Mas faltava time, bola, competência no time e no comando técnico.

Dorival não conseguiu superar o óbvio, ainda viu o time levar um gol na previsível bola parada - culpa do elenco, defensivo, que é fraco -, mas não superou o ultrapassado modelo tático do técnico adversário, que há muitos anos não mostra um trabalho de ponta. Tanto que está no time da Baixada.

O jogo foi o óbvio. Nada mais a declarar.

Se

Sou do tempo em que o plantel forte do Coritiba se representava em números na tabela.

Hoje, é tudo na base do se. Se o árbitro não errasse, se a bola não batesse na trave, se o zagueiro deles fizesse um gol contra. E por aí vai.

Que bom seria se tivéssemos uma diretoria como o do São Paulo, um treinador como o do Palmeiras, um time como o do Internacional...