domingo, 31 de agosto de 2008

Ariel: por que foi relacionado?

Muita gente perguntou após o fim do jogo contra o Cruzeiro, no Mineirão, o motivo do argentino Ariel não ter ficado nem no banco. A diretoria não informou o valor da contratação, mas a imprensa argentina falou em 1,3 MI de dólares (sendo que uma parcela a ser paga em novembro).

A expectativa criada em torno deste jogador é imensa. Nada mais natural, já que os diretores do Cori anunciam Ariel como sendo um centroavante de enorme potencial e por isto veio para ficar no lugar de Keirrison, que deixará o Coritiba em 2009.

Ariel estava relacionado para o jogo contra o Cruzeiro. Não ficou no banco e por isto se tornou motivo de pergunta da imprensa, na coletiva com o treinador Dorival Jr.: "o que aconteceu com Ariel?".

Cautelosa e cuidadosamente, DJ explicou. O atleta passou três noites em claro, devido a um sério problema com seu filho pequeno. Não tinha condições de jogar, evidentemente, pois além do desgaste físico, vem o desgaste emocional que a situação impõe. Ao Ariel e família, meus votos que o filho retorne 100% a dar alegrias aos pais.

Entretanto, fica o questionamento ao futebol profissional do Clube: o jogador não está 100% - tanto que, recentemente, Leandro Requena falou sobre o assunto, em seu blog, 'Sangue Verde':

Mudança: O departamento médico alviverde liberou Jaílson para iniciar os trabalhos físicos e, em breve, ele poderá ser utilizado por Dorival Júnior. Evaldo deve ser escalado na zaga, já contra o Cruzeiro. E, depois que assinar seu contrato, Dinelson estará pronto para jogar em 15 dias. Levando em conta que Ariel Nahuelpan já pode atuar, Leandro Donizete está recuperado e que em pouco tempo Douglas Silva estará à disposição do treinador, o torcedor pode começar a se preparar para as mudanças que vão acontecer. O time titular do Coritiba, que vai terminar o campeonato, vai ser bem diferente do que o atual. E será uma mudança para melhor.

Cautela: Dorival Júnior não vai escalar Ariel Nahuelpan como titular tão cedo. Ele não confirma, mas pretende fazer um trabalho diferenciado com o jogador. Contratado para ser o centroavante do Coritiba, ele deve entrar no time aos poucos. Por ser um atleta jovem (21 anos), estrangeiro, sem nenhuma experiência no futebol brasileiro, e com um contrato longo com o clube (5 anos), Dorival não quer correr o risco de queimá-lo junto à torcida, devido a uma eventual má atuação, ocasionada pela falta de adaptação do atleta ao Brasil. Uma atitude muito prudente e que será benéfica para o jogador e para o Coxa.

Vontade: Perguntado sobre o assunto, Ariel disse entender a cautela do treinador. Só que quem conversa com ele, sabe que o gringo não está disposto a esperar muito tempo. Se dependesse da vontade dele, domingo contra o Cruzeiro, jogava os 90 minutos. Mas, como quem escala é o Dorival, ele vai continuar se adaptando “na marra”.


Ariel tem contrato de dois anos com o Cori (vai até 30/06/2010) e não cinco, como disse Requena, mas no mais, a análise de Requena é extremamente interessante.

Passando por toda esta situação, tanto da falta de adaptação ao futebol brasileiro, como ao problema familiar, não vejo motivo para Ariel ter sido relacionado para o jogo deste fim de semana, em Minas Gerais. Pelos relatos de Requena e de Dorival, Ariel não teria condições de jogo.

Pergunto a mim mesmo: então, pra que levar o atleta se ele não iria jogar? Não seria mais simples noticiar que ele estava dispensado da partida?


(Foto: Bensik Imeri)

Coxa empata em Minas

Em jogo válido pela 23ª rodada do difícil Campeonato Brasileiro, o Coritiba foi até a capital mineira para enfrentar o Cruzeiro e deixou o gramado do Mineirão com um empate de 1x1, com gol de Thiago Silvy. Com o resultado, o Coxa sobe na tabela do BRA 2008, somando agora 37 pontos, mas não chegando ao G4 da Libertadores: o Cori ocupa a 8ª posição na tabela. Na próxima rodada, o Cori encara o Botafogo, outro time do G8, mas desta vez o jogo será no Alto da Glória.


Primeiro tempo

O time Coxa-Branca entrou em campo vestindo o uniforme número 1, com camisas brancas com listras verdes na vertical, calções pretos e mais verdes. Dorival Jr. mandou a campo um 3-5-2 (com variações para o 3-6-1) com Vanderlei; Maurício, Mancha e Bernardi; Heffner, Alê, Carlinhos Paraíba, João Henrique e Ricardinho; Keirrison e Marlos. Com os resultados de sábado e da tarde de domingo, o time Verde e Branco entrou em campo dependendo só de si para chegar ao G4: se vencesse o Cruzeiro, entrava no seleto grupo dos times que lutam pela Libertadores 2009.

Saindo com a bola, o Cori procurava trocar passes para buscar espaços na zaga cruzeirense. Com 2 minutos, uma falta de frente ao gol do time mineiro. Marlos bateu e Fábio segurou com tranqüilidade, no primeiro chute a gol da partida.

No primeiro lance ofensivo do time celeste, surgiria o gol mineiro. Paraíba faz uma falta desnecessária, quase na linha lateral da esquerda da zaga Coxa. Na batida, vacilo total da zaga Coxa-Branca: troca de passes de cabeça, ninguém corta a bola, Vanderlei não sai e o zagueiro equatoriano Espinoza faz o gol, na pequena área alviverde. No lance, o zagueiro mineiro disputa a bola e empurra Maurício, mas o árbitro não marca a infração.

Com dez minutos de jogo, o Coritiba encontrava dificuldades para atacar. O time azul se postava numa marcação feita a partir da linha do meio de campo. Apesar das trocas de passes entre os alviverdes, o espaço para chegar à meta do time da Raposa não era encontrado pelo time Coxa-Branca. Aos 10, o Verdão vai ao ataque, num arremate de fora da área do lateral Rodrigo Heffner, depois de uma troca de passes entre João Henrique e Keirrison.

Marlos tentou um bom lance individual, aos 14, quando o meia-esquerda se livrou do marcador e bateu rasteiro, com a bola passando perto da meta cruzeirense.

Por volta dos quinze minutos jogados, se via um Cruzeiro mais veloz nos passes ofensivos, enquanto o Verdão carregava muito a bola - especialmente com Paraíba -, encontrando mais dificuldades para atacar.

Para marcar o veloz lateral-direito do time de BH, Dorival postou Carlinhos Paraíba para cobrir o setor esquerdo da zaga Coxa, fazendo o meio-campista fazer um trabalho duplo, por vezes marcando, por vezes armando o jogo ofensivo. O outro volante, Alê, fazia a cobertura pelo lado direto da zaga alviverde.

O Verdão fez uma ótima jogada, com Keirrison se livrando de dois cruzeirenses e cruzando rasteiro, da esquerda para o centro da área mineira e Marlos bata rasteiro, mas para fora, perdendo uma grande oportunidade para empatar a partida.

O time de Belo Horizonte mudou aos 23, com Fernandinho entrando no lugar do lateral-esquerdo Jadílson, contundido num lance de bola dividida com Paraíba.

Nos 26 de jogo, o time de Minas avançou bem pela direita, num lance com o lateral-direito levando a melhor sobre a defesa Coxa e cruzando para a área, mas a zaga do Verdão antecipa e tira o perigo da meta de Vanderlei.

Passados trinta minutos, o Cori pouco atacava com perigo pelas laterais. Keirrison ficava isolado na frente, com Marlos, Paraíba e João Henrique distantes do camisa 9. Se por um lado, o Alviverde do Alto da Glória tinha domínio na posse de bola, sem forçar ofensivamente facilitava o trabalho do time cruzeirense, que se postava na marcação e jogava com velocidade pelos lados do gramado, tendo seu trabalho facilitado pela lentidão ofensiva do Verdão.

Melhor jogador Coxa-Branca em campo, Keirrison fez uma linda jogada individual aos 36, sob a marcação de dois defensores. O camisa 9 matou a bola no peito, girou e passou na medida para Marlos bater com estilo, mas sem força, para fácil defesa do goleiro mineiro, num momento de perigo para o Cori, que perdeu nova chance de empatar a partida.

Aos 42, Tiago Bernardi foi ao ataque e tentou o arremate ao gol, mas a finalização foi muito errada, sem perigo para o time de BH.

O último lance de perigo na etapa inicial foi do time da casa. Num contra-golpe veloz, o ataque da Raposa troca bons passes, deixando um jogador livre, na entrada da área, para bater com estilo, com a bola passando perto da trave direita da meta do goleiro Coxa.

Se no papel o Coritiba iria jogar no 3-5-2, na prática, ficou muito mais próximo de um 3-6-1 na maior parte do primeiro tempo. Keirrison, que mostrou um bom futebol, jogou muito isolado, sem contar com o apoio dos alas e dos meio-campistas. O padrão tático alviverde facilitou o trabalho defensivo do Cruzeiro, que deixou dois zagueiros de olho no artilheiro Coxa e marcou por zona. O time alviverde mostrou pouca velocidade para avançar ao ataque, fazendo um desempenho muito burocrático no primeiro tempo.



Segundo tempo

Dorival não promoveu mudanças para deixar o time do Alto da Glória mais ofensivo, preferindo orientar seus atletas no posicionamento dentro do gramado. Já nas arquibancadas, presente no Mineirão, a torcida coritibana recebeu o registro das imagens do canal SporTV.

O primeiro momento de perigo do tempo final surgiu logo a 3 minutos. Marlos ganha bem pela esquerda e se livra do marcador, cruzando na medida para Carlinhos Paraíba, que livre de marcação, frente a frente com o goleiro cabeceia para fora, num lance de pequena área, perdendo ótima oportunidade para marcar.

Com dez minutos de jogo, o Coritiba mostrava se melhor postado ofensivamente, trazendo maior perigo à meta cruzeirense em suas investidas. Marlos arremata bem contra o gol da Raposa, para boa defesa do goleiro.

Para deixar o time mineiro mais ofensivo, o treinador Adilson Batista troca Weldon por Elicarlos. Neste momento da partida, o time azul e branco não jogava com velocidade, o que facilitava o trabalho da marcação Coxa-Branca.

Aos 12, Maurício pára a jogada com falta, próximo da linha da grande área. Na cobrança, a bola sobe muito e sai pela linha de fundo.

Taticamente, o Verdão melhorou para o segundo tempo. Os meias se aproximaram mais do atacante Keirrison e o Cori começava a dominar o jogo, apesar do placar adverso.

Aos 21, o Verdão chega perigosamente, com um arremate de Maurício, que foi cortado pelo zagueiro Espinoza, evitando o gol Coxa-Branca.

No minuto seguinte, o Cruzeiro contra-golpeia e Paraíba faz a falta na intermediária. O coritibano leva o cartão amarelo.

Neste momento do jogo, o Cori dominava as ações da partida. O time mineiro só marcava, fechando o cerco na defesa, já que o time Verde e Branco dominava o jogo, mas não conseguia chegar ao gol de empate. Dorival muda o time, trocando Rodrigo Heffner, Paraíba e João Henrique por Thiago Silvy, Tamandaré e Hugo, deixando o Coritiba mais ofensivo, para tentar aproveitar a pressão sofrida pelos cruzeirenses, já que a torcida local vaiava seu time.

O Coxa levou perigo à meta da Raposa, aos 31, num lance de área em que ninguém do Coritiba concluiu ao gol de Fábio.

Depois de um bom tempo sem atacar, o Cruzeiro mostrou num contra-ataque um lance de perigo contra o gol coritibano. Aos 32, lançamento nas costas de Bernardi, o atacante entra pela direita da zaga Coxa e cruza para a área, com o jogador mineiro concluindo por sobre o travessão.

O alviverde paranaense dominava a partida, mas não tinha força ofensiva para concluir ao gol mineiro e chegar ao gol de empate. Aos 34, bom momento Coxa. Falta de frente para o gol, Keirrison bate com estilo e a bola passa bem perto do ângulo, mas sai pela linha de fundo.

Num descuido defensivo do Coxa, a Raposa mostrou perigo contra a meta alviverde. Contra-ataque pela esquerda e Guilherme se livra do defensor e cruza na saída do goleiro, com Alê se antecipando à conclusão mineira e chutando para fora da grande área, num momento de perigo do time da casa.

Marlos puxava os contra-golpes, mas era parado na base da bordoada. Na cobrança, o meia esquerda cruzou na área e o goleiro cruzeirense antecipou, evitando o ataque Coxa. Na reposição com velocidade, foi a vez dos mineiros levarem perigo. Chute forte de Guilherme, de dentro da área, para uma defesa espetacular do goleiro Vanderlei, que salvou o Verdão de levar o segundo gol.

Três minutos depois, o time de BH mostrou novo ataque perigoso. Bola roubada na intermediária, troca de passes e a bola chega aos pés do atacante Guilherme, que chuta forte, para boa defesa do camisa 1 do Verdão. No lance seguinte, vacilo defensivo ao Alviverde, em novo contra-ataque mineiro. Alê faz pênalti no volante Ramirez e é expulso. Na cobrança, Guilherme bate no canto direito e Vanderlei espalma, evitando o segundo gol de Minas.

Tanto martelou que o Coxa chegou ao empate aos 44. Reposição de bola com Vanderlei, armação pela direita com Rodrigo Mancha e a bola sobra para Keirrison, que dentro da pequena área se livra do zagueiro e passa para Thiago Silvy bater mascado, com a bola lentamente entrando no gol mineiro: 1x1, para a felicidade da torcida que nunca abandona presente no Estádio Mineirão.

O árbitro deu mais quatro minutos. Nos minutos finais, nenhum lance de perigo. Placar final, 1x1 em Minas Gerais.

Reforma estatutária: enquanto isto, no Parque São Jorge...

A Folha de S.Paulo publicou nota na edição deste domingo, 31, no seu caderno de esportes, matéria sobre a mudança estatutária que foi aprovada pelos sócios do Corinthians.

Confira a nota:


ESTATUTO: SÓCIOS VOTAM E APROVAM MUDANÇA

Em Assembléia Geral, o Corinthians aprovou (762 votos a favor e 73 contra) as alterações, que firmam eleições para presidente pelos sócios, fim da reeleição e mandato de três anos, além de reduzir vagas de conselheiros.



Pois é... Enquanto isto, no Alto da Glória, a prometida reforma estatutária SE está acontecendo, está sendo tratada em sigilo. Vá entender?!