sábado, 16 de agosto de 2008

Jamelli e a frase da semana

O torcedor André Pepino sugeriu a leitura de uma matéria do site Globo Esporte, do último dia 15, na qual o gerente de futebol do Coritiba, Paulo Jamelli, fala, entre outros assuntos, do interesse de outros clubes nos jogadores alviverdes.

Confira um trecho da entrevista de Jamelli:

Eu, particularmente, tenho um relacionamento muito bom com a diretoria do Palmeiras e com o Vanderlei Luxemburgo. Já me recuperei lá quando jogava. Não tenho mágoa nenhuma. Tenho até orgulho de ver que eles têm interesse nos jogadores do Coritiba.


Sinceramente, não entendi o motivo da abordagem do profissional coritibano em tratar do seu vínculo pessoal com os dirigentes e o treinador do Palmeiras. E Jamelli ainda falou que não tem mágoa do Palmeiras? Tá, mas quem quer saber? Eu não quero saber das mágoas, quero saber é quando chega o meia-direita que o treinador pede!

Mais do que isto, não entendi o motivo do orgulho em ver os jogadores coritibanos sendo motivo de interesse de outros clubes. O que conta é o mercado. Na prática, eles são competidores do Coritiba. Bom relacionamento com outros clubes só interessam na hora de contratar bem e de vender bem. Nem mais, nem menos.

As más

Dias atrás, foi a chuteira do Ariel.

O atleta está há vários dias em Curitiba e só tinha uma chuteira? Quer dizer, treinava seja com sol, seja com chuva com uma chuteira? E os outros pares? Ninguém se lembrou de contatar a Lotto para que o jogador mais caro da história do Coritiba tivesse mais pares de chuteiras?

Mas não era pra profissionalizar o Clube? Isto é profissionalização?

Vá entender?!

(Foto: Bartlomiej Stroinski)

A hora de buscar o dinheiro

Chegou a hora da diretoria do Coritiba conseguir um salto histórico na qualidade de gestão do Clube.

Com os prenúncios das dificuldades financeiras para manter um time de Série A, chegou a hora do investimento feito na profissionalização do setor de marketing do Clube alcançaram resultados financeiros para o Verdão: ou seja, arrumar um patrocinador master para o Cori, fortalecendo os cofres do Clube.

Acho que a meta inicial da gestão Coxa-Branca, que era de conseguir entre 5 e 8 milhões este ano, conforme noticiou o site Máquina do Esporte, em 10/01/2008, em entrevista com o diretor de marketing do Alviverde, Eduardo Jaime: "O número que estamos negociando para fechar está na casa de R$ 5 milhões para o primeiro ano. Levando em consideração a venda de produtos e as propriedades do estádio, o valor pode chegar até R$ 8 milhões em 2008", revelava à época, Eduardo Jaime.

Este valor seria decorrente da exploração da marca e do patrimônio coritibano, ao meu ver, bastante otimista e de difícil atingimento. Mesmo assim, é hora do Coxa ter um patrocinador forte na sua camisa.

Afinal, como os resultados vieram no primeiro turno do Brasileirão - o Coxa ganha em exposição na mídia nacional -, é de se esperar que o Coritiba consiga um patrocinador forte, à altura da expectativa da sua gigantesca torcida, para que o dinheiro seja investido em futebol e o Coxa não precise ir a bancos ou negociar jogadores - como foi denunciado pelo jornalista Augusto Mafuz em sua coluna do dia 15 - para manter o futebol.

Relembrando das propostas da diretoria eleita para o biênio 2008/2009:


MARKETING

Jair Cirino (chapa Coritiba com Respeito e Dignidade) - O marketing tem sido, além dos resultados em campo, o maior responsável pelo crescimento dos clubes de futebol no mundo. A falta de investimento e planejamento de marketing comprometem a imagem do clube perante a opinião pública, imprensa e torcida.

A estruturação da área e a implantação do primeiro Planejamento Estratégico de Marketing para o Coritiba apresenta-se, então, como uma das principais atividades e eixo norteador para as ações do Clube, possibilitando, assim, a revitalização da marca, a diversificação de produtos e serviços, a ampliação e fidelização da torcida Coxa-Branca. Entre os projetos estão os seguintes: Coxa.net; Modernização, Revitalização e Internacionalização de Marca; Coritiba Licenciamentos; Rede de Torcedores Influentes; Super Receita e Estádio Multi-Uso; CoxaKid; Projeto Centenário; Nosso Astro; Super jogos; Sócio Torcedor; Sócio Empresa; Clube Coxa de Benefícios; Coxa Intercâmbios; etc.

A Internet, hoje um dos mais importantes veículos de comunicação do mundo, deve ser melhor explorada com o auxílio dos sites parceiros. Iremos criar campanhas mensais exclusivas. Um portal de relacionamento para o sócio torcedor e o sócio empresa deverá ser criado em parceria com os sites já existentes.

Em nossa gestão, iremos aumentar para 5% esta verba com o auxílio de parceiros e da iniciativa privada.


Agora, mais do que nunca, quando o campeonato nacional começa a esquentar, é hora de ter dinheiro em caixa para manter o time forte até o final da competição. Trabalho difícil, mas dentro das expectativas da torcida, com base na capacidade e no modelo de gestão profissional que a diretoria do Coritiba implantou no Alto da Glória.

Chegou a hora dos profissionais entrarem em 'campo', trazendo novos (e maiores) resultados financeiros na exploração mercadológica do Coritiba Foot Ball Clu!

Império levará cinco ônibus para São Paulo

A torcida organizada Império Alviverde já fechou cinco ônibus na excursão para o jogo contra o Palmeiras, neste domingo, em São Paulo.

Devido a grande procura pelos torcedores, a diretoria da organizada abriu mais uma excursão com van para a capital paulista. A torcida Coxa está animada com o time e em São Paulo, mais uma centena de coritibanos que residem em terras paulistas são esperados no Parque Antártica.

Ariel: só na hora certa

A expectativa é gigantesca. A torcida Coxa quer ver o centroavante argentino Ariel estrear pelo Verdão.

Tamanha expectativa causada pela contratação de um jogador vindo do futebol do exterior causou até desapontamento em alguns torcedores, ao perceberem que Ariel não estava relacionado para o jogo contra o Palmeiras, neste fim de semana.

Sobre o assunto, Dorival Jr. falou à imprensa. Para o treinador do Cori, Ariel só entra no time depois de uma série de treinos com bola. DJ quer ver o gringo ajustado dentro do grupo.

A decisão de Dorival parece ter uma boa dose de prudência e outra de sabedoria. Um jogador de força, precisa estar adaptado ao esquema tático e coletivo para ter seu rendimento potencializado. Já que ele não deve ser um atacante de habilidade, deve ter o apoio dos seus companheiros em jogadas coletivas que o permitam ter maior e melhor oportunidade para finalizar ao gol.

Ariel só entra no time depois de treinar - e, creio, bem - com o grupo. Dorival segura na marra a expectativa da torcida - que é emocional, não racional -, preparando a estréia do gringo para um momento mais oportuno.

Entrando no momento certo, Ariel terá melhores condições de comprovar que toda a expectativa da torcida estava certa: fazendo gols e mais gols, já que ano que vem, Keirrison estará bem longe do Alto da Glória e o Coritiba precisará de um 'matador' no seu ataque.

(Foto: Thomas Mavrofides)

Eu, o incompetente

Um anônimo leitor postou uma mensagem perguntando o que fiz como conselheiro do Coritiba?

Boa pergunta, que merece uma resposta: quase nada. Passei despercebido. Era tão irrisória a minha participação no Conselho Deliberativo do Coritiba que a venda de rifas - quase sempre sem sucesso - do então Cori Ação para fazer eventos relacionados ao Clube foi o que fiz.

Não participei de comissões também. Não fiz proposições. Votei, algumas vezes certas, outras erradas.

Verdade que não faltei às sessões do Conselho, mas não fiz mais do que obrigação. Assim como paguei as mensalidades (cobradas em carnê) até o momento em que pedi meu desligamento do Conselho.

O pedido de desligamento foi feito por escrito, dentro dos parâmetros estipulados pelo Clube. Deixei minha carteira de conselheiro com a administração do Clube. A partir daquele momento, meu compromisso estava encerrado.

Aliás, nunca disse nada diferente disto: minha atuação como conselheiro foi, no mínimo, apagadíssima. Cheguei num ponto onde percebi que ali não poderia ajudar.

Justamente por ser incapaz de colaborar com o Clube na função de conselheiro, deixei o cargo. Não preciso ser um incompetente lá, para me beneficiar do cargo e não trazer nada em troca do Clube. Achei justo não ter nada em troca, já que não prestava um bom serviço como conselheiro do Cori.

Ter auto-crítica e senso do ridículo faz parte. Por isto, encerrei minha participação no Conselho Deliberativo do Verdão. De forma simplória, sem dúvida. Como diz o ditado, "Muito ajuda quem não atrapalha". Já que eu não ajudava...

Agora, bom lembrar, que não desempenho funções de conselheiro. Minha proposta é simples: analisar e opinar num blog assuntos relacionados ao Coritiba. Esta é a minha proposta para a torcida, nem mais, nem menos.

Pra finalizar: fica um pedido para os conselheiros do Clube, que tenham a missão de cobrar da direção do Clube as denúncias feitas publicamente pelos jornalistas Augusto Mafuz e Vinícius Coelho. A questão é simples: eles estão ou não falando a verdade? É só isto que quero saber.