domingo, 10 de agosto de 2008

Aumentou a responsabilidade

O jogo contra o Sport, 3x0 para o Coritiba, no Alto da Glória, serviu para definir um posicionamento que não veio da direção do Clube.

O silêncio - pra mim, um erro estratégico no ano do retorno coritibano à Série A - fez com que a torcida assumisse a 'bronca' e se posiciona-se: aos gritos de 'Libertadores! Libertadores!', algo mudou no Coritiba. Agora, virou público, virou 'lei'...

Verdade que o Coxa vinha de bons resultados fora de casa e conseguiu mais um bom resultado perante sua torcida. Foi o que bastou para incendiar a nova geração de fãs do Coritiba. A torcida do 'Sai do chão!' deu as cartas: quer uma vaga na Libertadores (ao final do jogo, mais do que Libertadores, rimas com campeão ecoaram no Couto.

Bom, agora não tem mais jeito: se virão ou não mais reforços, a torcida já colocou as cartas na mesa: quer uma vaga na Libertadores e quer este ano! Caberá à diretoria Coxa disponibilizar a estrutura para que este sonho se concretize.

Aumentou a responsabilidade da diretoria.

E o gosto do vitória em casa, sobre times da Série A, é doce. A torcida já se embriagou com isto, depois de dois anos de inferno de Série B - queria poder tirar isto da minha memória e da história do Coritiba Foot Ball Club -, agora a torcida quer mais e quer muito. Um sonho do tamanho da grandiosidade da torcida coritibana.

A certeza é que a boa vitória sobre o Sport aumentou a responsabilidade da diretoria do Coritiba. Boa sorte, presidente Cirino!

É, e agora: o time ainda é fraco?

Agora, restam 19 jogos até o fim do Brasileirão, em dezembro, quando saberemos quem será o campeão, quem irá para a Libertadores e para a Sul-Americana, quem ficará na mesmice da zona do agrião e quem conhecerá o inferno da Série B.

Perguntado sobre minha análise, de que o elenco era fraco para o Brasileirão e que os números questionavam tal análise - o Coxa ocupa o 6º lugar na tabela, com 32 pontos -, tenho que responder de forma óbvia: os números do primeiro turno são inquestionáveis e o Coritiba mostrou mais do que eu disse (falta time!), com um time (elenco) que conseguiu ficar próximo da Libertadores, que é a promessa da diretoria para o ano do Centenário.

Sendo franco: não chegou lá, mas ficou muito mais perto do acerto do que disseram os dirigentes do que da minha análise de torcedor. Então, nada mais justo que eu destaque isto publicamente.

Quando faço análises, as faço com base em avaliações sistêmicas (sim, sei, são teóricas, por vezes, 'cornetagens', algo de intuição, um pouco de informação de bastidor). Complemento informações de várias origens, agregando avaliações em vários aspectos de um time de futebol.

Óbvio, erro - também acerto, eventualmente -, e erro bastante. Mesmo assim, espero estar errado nas próximas 19 rodadas e espero que o time não precisa de reforços para não se incomodar na competição. Até aqui, a diretoria chegou mais perto do acerto do que eu. Não que eu leve isto como uma 'disputa', algo pessoal, do tipo "Eu te disse! Eu te disse!".

A competição tem tudo pra ter novos rumos com a abertura do mercado. Não vi Evaldo, nem Jaílson, nem Ariel jogando - só quem os viu e que referendou as contratações pode ter uma condição melhor de avaliação, com uma margem de erro menor. Espero que eles entrem e resolvam, melhorando o desempenho Coxa-Branca na competição.

Assim como critiquei o desempenho de Alê - que falou à imprensa após a vitória de 3x0 sobre o Sport -, ficou claro que ele entrou precocemente no time. Não preparado adequadamente (no aspecto físico), o jogador vinha de maus desempenhos, o que mudou nos últimos jogos (justamente por ele estar melhor preparado para entrar no time). Bom lembrar, que quem o colocou no time não fui eu. Avaliei pelo que vi em campo. Se ele não tinha as condições ideais para jogar, quem o escalou foi responsável pelo erro.

Também não sou eu quem escala (ou não) o lateral Rodrigo Heffner. Se o atleta estava há 3 meses no Alto da Glória e não tinha jogado e, da noite pro dia, virou titular absoluto - ainda que se pese suas limitações -, Rodrigo deveria ter sido melhor avaliado. Isto é, com base numa premissa de profissionalismo no esporte, preconizada pela diretoria Coxa-Branca.

Comparar erros de análise de um torcedor - eu próprio - com os de uma equipe de profissionais serve apenas para mostrar que detalhes podem fazer a diferença. Estão, por vezes, num flerte com o imponderável da bola. Convenhamos, os profissionais deveriam errar menos possível, pois são profissionais e o erro deles interfere muito na vida dos torcedores.

Até aqui, é inquestionável: minha análise sobre o time Coxa-Branca está errada. Quer dizer, pelo menos no aspecto que conta muito: a tabela...

E que ela continue errada por mais 19 bem complicadas rodadas. Afinal, não torço contra o Coritiba. Muito pelo contrário, torço muito pelo Coxa e espero que eu continue errando na análise! E virei publicamente assumir meu erro.

Agora, SE, por ventura, eu acertar - o time precisa de reforços de qualidade -, paciência, segue o baile, ficarei em silêncio, pra minha tristeza e da nossa torcida...

Como bem disse o genial Tostão - longe de mim tal comparação, serve apenas como referência -, "Sou um comentarista te futebol, às vezes eu acerto".

Escrevo de torcedor pra torcedor. Ao torcedor, o meu respeito, tanto nas boas como nas horas más.

DJ quer mais uma contratação

Após a partida contra o Sport - vitória de 3x0, no Couto -, o treinador Dorival Jr. falou à imprensa.

Perguntado sobre se com as chegadas do zagueiro Edvaldo e dos atacantes Jaílson e Ariel, o elenco estaria fechado para as disputadas do Brasileirão, o treinador diz que ainda precisa de mais um meia-direita.

Salientando as limitações que o Clube teria para contratar, DJ falou que um jogador de meia e que seja destro - o Coritiba tem apenas um meia-direita, João Henrique -, o elenco teria mais alternativas e não precisaria contar com as improvisações na posição.

Falou bem o treinador coritibano.

Quando quer jogar, Marlos é titular absoluto

Autor do gol de número 800 do Coritiba em campeonatos brasileiros, o meia-esquerda Marlos fez a sua melhor apresentação na temporada, na vitória de 3x0 sobre o Sport.

Jogando com vontade de jogar, o meio-campista ditou o ritmo de jogo com autoridade de quem veste a camisa que veste: a camisa 10 do Verdão.

Dono de grande habilidade, Marlos foi infernal contra o rubro-negro e foi um dos principais jogadores do Cori na partida.

Quando quer, Marlos é titular do Coritiba. Resta saber: por que Marlos não mantém o desempenho voluntarioso como o que teve na partida contra o Sport? Bola ele tem. Quando tem comprometimento com o time, Marlos é titularíssimo.

Vitória merecida


O Coritiba voltou a vencer pelo Campeonato Brasileiro e ultrapassou a marca dos trinta pontos conquistados no primeiro turno da competição. Com o 3x0 sobre o Sport Recife (dois gols de Keirrison e um de Marlos), o Verdão finalizou o primeiro turno com 32 pontos, ocupando a 6ª posição da tabela. No próximo domingo, o Cori vai até São Paulo enfrentar o Palmeiras.

A vitória do Coxa sobre o time rubro-negro de Recife foi ao natural. O Verdão dominou amplamente a partida e na primeira etapa chegou ao dois a zero com facilidade. O time visitante mostrou um bom toque de bola, mas se desequilibrou emocionalmente após um lance grotesco de Durval e do goleiro Magrão, que deixaram a bola livre para Marlos entrar sozinho e fazer o 1x0, o gol de número 800 do Cori em competições do campeonato brasileiro.

Antes do gol, o Cori era dono da partida, num 4-5-1 equilibrado, no qual Vanderlei, Maurício, Alê, Mancha, Paraíba, Marlos e Keirrison tiveram uma participação muito boa. Tocando bem a bola e forçando o jogo ofensivo, os gols surgiram naturalmente, em que se pese os erros de arbitragem que pecaram no aspecto disciplinar - o Sport abusou da violência e Keirrison foi a maior vítima.

O time de Pernambuco teve duas oportunidades concretas para empatar. Na primeira, vacilo de Nenê e o goleiro coritibano teve que fazer duas defesas para evitar o gol dos visitantes.

O segundo gol Coxa-Branca saiu de uma penalidade máxima sofrida pelo capitão Maurício, que foi empurrado por Durval na grande área. Na cobrança, ET, da Transamérica acertou o canto: direito e baixo. Ele e o goleiro do Sport, que defendeu parcialmente. Mas na sobra, K9 concluiu para o gol, fazendo Coxa 2x0, para a alegria dos mais de 20 mil pagantes que cantaram novamente durante toda a partida. Na comemoração, K9 foi até à Império e levou o cartão amarelo.

O Leão da Ilha voltou a levar perigo à meta alviverde num lance em que o zagueiro Nenê vacilou e a atacante do Sport arrematou a bola contra a trave, para a sorte do Cori.

No tempo final, o Coritiba diminuiu um pouco o ritmo depois de fazer o terceiro gol, surgido num belo passe de Marlos, que mostrou muita qualidade técnica - Marlos queria jogar e jogou bem -, deixando o artilheiro Coxa, Keirrison, livre para marcar o segundo dele na partida, o 10º no Brasileirão. Era o início da festa em Verde e Branco.

Com a torcida apoiando, o Verdão mostrou um bom toque de bola, especialmente com a saída dos dois volantes, que alimentavam bem as ações dos meias. Dorival resolveu poupar Keirrison e Marlos das bordoadas do time rubro-negro, que tentava parar a ofensiva Coxa-Branca com faltas.

Henrique Dias, Ricardinho e Hugo entraram no jogo, o Cori continuou dominando amplamente a partida e a vitória surgiu tão natural, como merecidamente. Com direito a 'Olé!' e gritos - precoces - de 'Libertadores' e 'É campeão', vindos da empolgada galera Coxa.

Ao final, o time foi saudar a galera Coxa-Branca que estava na curva de entrada do Couto Pereira e que recepcionou entusiasticamente os jogadores. Vitória inquestionável, num jogo onde o padrão tático definido por DJ foi equilibrado - forte na marcação e veloz no ataque -, que colocou um Coritiba ofensivo, do jeito que a torcida quer.

Contra o Sport, o time do Coritiba mostrou um bom comportamento dentro de campo. Foi a partida mais consistente que o time teve até aqui, contra um adversário bem postado. O time do Nordeste mostrou um bom posicionamento e toque de bola de qualidade, mas foi amplamente dominado pelo Coxa. Os destaques individuais do Cori - especialmente Keirrison e Marlos, ambos em tarde inspiradíssima - garantiram a vitória do Alviverde do Alto da Glória, que se distanciou do próprio Sport.