segunda-feira, 28 de julho de 2008

É na base do grito e da raça!

Dia 31 tem Coritiba x Grêmio, o atual líder do Brasileirão. É jogo pra quebrar o recorde de público no ano, recorde este que pertence à torcida do Coxa, claro (33.429 pagantes no AtleTiba do dia 27 de abril - só 2.500 deles no Alto da Glória).

Na base da superação - o time gaúcho não é líder por acaso e costuma dificultar muito para o Verdão - e na base do amor de um povo pelo seu time, o Coritiba pode vencer o líder. Difícil é, mas não é impossível. Se a torcida jogar junto, se o time lutar bravamente, o jogo fica equilibrado. E a vitória pode sorrir ao Alviverde se ele fizer por merecer, fizer muito, ser guerreiro e incansável, tanto quanto sua torcida é.

Já que a imprensa não dá o mesmo destaque para a torcida Coxa quanto dá para a torcida do time da Baixada, façamos nós torcedores Coxas-Brancas de coração a nossa parte. Vamos 'convocar' amigos e parentes, torcedores coritibanos, para o compromisso deste dia 31, às 20h30, no Couto Pereira. É dia de fazer o Couto tremer ao som de "Sai do chão, sai do chão, é a torcida do Verdão!".

Torcedor Coxa, em ti eu confio! Vamos fazer a nossa parte, coritibanos de coração, jogar junto o tempo todo.

Coritiba, a torcida que nunca abandona!

Sinal de casa cheia


Muitas filas de torcedores para comprar ingresso foram formadas nesta segunda-feira, nas bilheterias do Couto Pereira.

As vendas nos primeiros dias começaram cedo e a expectativa é de casa cheia na quinta-feira à noite, contra o Grêmio, com quebra de recorde de público este ano no estado do Paraná, que pertence ao clássico AtleTiba no Couto, pelo Paranaense, que teve 33.429 pagantes.

Leandro Silva na seleção

O zagueiro Leandro Silva, zagueiro do time de Juniores do Coritiba, que está treinando no elenco profissional, foi novamente convocado para a seleção brasileira sub-19. Ano passado ele já havia sido convocado e agora repetiu a dose.

A convocação serve para um Torneio Internacional em Valência e o jogador se apresenta na Granja no Rio no dia 12 de agosto.

O jogador Coxa falou sobre a convocação: "Estou muito feliz por mais essa convocação. Fico feliz em poder divulgar o meu nome de do Coritiba.Espero voltar com o título e ajudar o Coxa no Brasileiro", disse Leandro.


(Foto:
APK Sports)

O futebol em Curitiba e o vandalismo

O blog 'A torcida que nunca abandona' teve acesso às estatísticas da Urbs (empresa que gerencia o transporte coletivo na cidade de Curitiba) relacionadas ao vandalismo ocorrido contra veículos do transporte coletivo em dias de jogos de futebol na capital paranaense.

As estatísticas da Unidade de Fiscalização do Transporte Coletivo da Urbs compreendem os anos de 1997 (só os clássicos locais) até 2003 e de 2005 a 2008 (parcial). Foram computados jogos de diversas competições oficiais (regionais e nacionais) e jogos amistosos.

O recorde (negativo, diga-se de passagem) de depredação ocorreu em 17/04/2005, num AtleTiba realizado na Baixada, que teve 57 veículos danificados.

Os números mostram que historicamente os jogos ocorridos no Pinheirão foram os que mais tiveram ações danosas. Observa-se também que os super-clássicos AtleTibas (em qualquer estádio) trouxeram maiores incidências de danos ao transporte coletivo, assim como jogos onde ocorreram confrontos entre torcedores e a polícia militar (no Couto Pereira e na Baixada).

Historicamente, observa-se também uma redução nas ações violentas. Isto se deve, basicamente, ao processo de mobilização que as torcidas organizadas tiveram a partir de 1998 - com maior força a partir de 2001, quando a presidência da torcida Império Alviverde mudou de dono. A partir deste ano, os números de ações violentas começaram a reduzir.

O trabalho de conscientização dos torcedores, combinado com a atuação das autoridades (Polícia Militar, Ministério Público, Guarda Municipal, Secretaria de Defesa Social de Curitiba) trouxeram resultados positivos com o passar dos anos, com uma redução drástica que ocorreu no biênio 2006/2007.

Em 2008, as finais do Campeonato Paranaense elevaram os números outra vez. Envoltos num ambiente de acirrada rivalidade, ao final da competição, o clássico na Baixada mostrou o pior momento dos últimos três anos em Curitiba: foram 29 ônibus depredados (depois do jogo, com a derrota do time da Baixada, torcedores locais entraram em confronto com os policiais militares).

Com o passar do anos, fica evidenciado que a situação está longe do ideal (o marco zero de ações violentas), mas melhorou significativamente. Como base de análise, levarei em conta apenas jogos envolvendo o Coritiba (por algumas vezes, jogos em 'rodadas dupla', no qual os números de danos foram computados conjuntamente para dois jogos, um dos quais envolvendo o Coxa).

Se no início da década, em 2000, foram 182 ônibus danificados. Em 2006, dezesseis veículos. No ano seguinte, vinte.

Eis os números de ônibus danificados em dias de jogos do Coritiba, de 1997 (só clássicos) a 2008 (exceto 2004):

1997 = 82 ônibus danificados;
1998 = 161 ônibus danificados;
1999 = 147 ônibus danificados;
2000 = 182 ônibus danificados;
2001 = 108 ônibus danificados;
2002 = 42 ônibus danificados;
2003 = 67 ônibus danificados;
2005 = 107 ônibus danificados;
2006 = 16 ônibus danificados;
2007 = 20 ônibus danificados;
2008 = 80 ônibus danificados.


A visão de um torcedor

Consultado sobre o assunto, o presidente da maior torcida organizada do Verdão, a Império Alviverde, fala sobre o tema. "Lógico que os números não são ideais, pois ainda existem danos ocorrendo. Mas eles melhoraram muito a partir de 2001, quando assumi a direção da organizada. Os trabalhos vêm sendo feitos, a troca de informações com a polícia e com a Prefeitura tem permitido o trabalho preventivo", explica Luiz Fernando Corrêa, o Papagaio, presidente da Império.

Durante dois anos, 2006 e 2007, as estatísticas diminuíram sensivelmente. Ainda existem focos específicos de danos ao patrimônio e isto precisa ser verificado pelas autoridades. "As organizadas têm colaborado com as autoridades e os números comprovam que a violência diminuiu, mas é necessário ampliar o trabalho de fiscalização e de prevenção. Isto depende de uma ação que seja conjunta com as autoridades, com os governantes. É um trabalho de quase uma década, que trouxe avanços, mas que precisa ser ampliado".

Para o dirigente da organizada, é fundamental haver uma sintonia na informação entre os torcedores e as autoridades. "Trabalhos preventivos dão resultado. A imprensa divulgando orientações aos torcedores, como saídas das caravanas das organizadas e as rotas que elas vão fazer, ajudaram na prevenção do vandalismo. A polícia e a guarda municipal presente nos terminais e nos locais onde os grandes grupos de torcedores se encontram para saírem rumo aos jogos também trouxe resultados. É um trabalho que precisa ser contínuo. Além disto, as orientações das lideranças das torcidas organizadas para seus associados colaboraram com a redução dos números", conta o diretor da torcida.

"Ter o fim da depredação em veículos de transporte coletivo é a meta a ser alcançada. As estatísticas mostram que algo de bom foi feito. E mostram que algo além disto precisa continuar a ser feito. Organizadas e autoridades trabalhando lado a lado podem reduzir mais estes números já nos próximos anos. É possível", diz Fernando Papagaio.

Para o presidente da torcida, a identificação de jogos de risco maior ou menor colaboram com o trabalho das autoridades. "Existem jogos de grande rivalidade, e não são só os clássicos locais. Jogos com times do eixo Rio-São Paulo e Minas-Rio Grande também tem incidência de problemas envolvendo o vandalismo. Por isto, acredito que seja necessário criar novos mecanismos de controle e de troca de informações sobre a movimentação de torcedores, suas características. Isto favorece ao trabalho estratégico da PM e da Guarda Municipal, que podem atuar de forma preventiva em pontos da cidade onde podem ocorrer distúrbios, evitando-os", ressalta Luiz Fernando, o Papagaio.

"Acredito que as torcidas organizadas procuram mostrar boa vontade junto às determinações das autoridades. Aos poucos, as melhorias deste comportamento vão aparecendo, mas ainda tem muita coisa pra ser feita", finaliza Papagaio.

(Foto: URBS)