sexta-feira, 25 de julho de 2008

Um velho conhecido contra o Cori

O Náutico contará com a volta do zagueiro Vagner ao time titular no jogo deste fim de semana, contra o Coritiba. Vagner já teve passagem pelo Alto da Glória em 2005, quando o time caiu de divisão. "Conheço bem o Coritiba. Passei um bom tempo lá. Vai ser um bom jogo", disse o zagueiro Vagner ao site oficial do clube de Recife.

Além de Vagner, quem retorna ao time após cumprir a suspensão automática é o zagueiro Everaldo. Para o jogo contra o Verdão, o Timbu não contará com a presença do zagueiro Negette, suspenso.

Segundo o site NauticoNET, foram liberados pelo departamento médico para treinar para o jogo contra o Verdão o meio-campista Geraldo (ex-Coritiba) e o lateral-direito Ruy. Segundo site TimbuNET, ambos serão reavaliados pelos médicos do time alvirrubro para saberem se poderão ir ou não para o jogo deste sábado, 18h10, no Estádio dos Aflitos. Quem está vetado para enfrentar o Coxa é o atacante Felipe.

Profissionais no comando


Outrom ponto interessante de ser analisado na gestão do Coritiba, é a profissionalização do Clube. É, ao meu ver, um problema (e dos grandes), um problema antigo, que não surgiu neste gestão. Foi herdado por ela, que optou por manter o estado das coisas.

Alega-se que os dirigentes são torcedores que abrem mão do seu tempo de afazeres pessoais, profissionais e familiares por amor ao Verdão e do Clube não cobram um centavo. Verdade. Mas isto não quer dizer que isto esteja certo.

Se necessário for, que se profissionalizem os dirigentes coritibanos. Assim, poderemos ser justos: eles recebem para trabalhar pelo Coxa e poderão ser avaliados pelos resultados, sejam bons ou maus resultados. Sendo maus, poderão ser responsabilizados.

A gestão de Jair Cirino e Tico Fontoura se baseou, em suas promessas de campanha, no profissionalismo do Clube, o qual seria adotado durante sua gestão. Se necessário for, mude-se o paradigma, se altere o estatuto e remunere os dirigentes.

O que não podemos é ficar na mesma repetição de discursos - que vinham na gestão de Giovani Gionédis e muito antes deles - de que os dirigentes são abnegados amadores que colaboram com o Clube. Isto só não basta para ter um Clube de sucesso no futebol nacional.

Abnegados amadores também estão nas arquibancadas. Mas de lá não se conduz um clube de futebol, que é uma empresa. E como toda empresa, precisa ter sucesso no mercado.


(Foto: Martin Boulanger)

Mais sobre os sócios


Voltando ao tema dos sócios do Coritiba - foram exatos 6.933 sócios que acompanharam a partida contra o Ipatinga -, um assunto interessante para se debater é o aspecto financeiro das campanhas "Sou sócio, sou Coxa" e "Eternamente Coxa".

Gosto da natureza indagadora. Isto não é criticar o que está certo, como se fosse um jogo de interesses pessoais ou de um grupo. Se trata de saber se o que está acontecendo é ou não o melhor para o Coritiba Foot Ball Club. É diferente.
Não critico por criticar - sei que não é o que dizem os bajuladores de dirigentes, independente da diretoria que seja bajulada -, como se ao fazer isto estivesse desmerecendo o que foi feito de bom. Critico o que acho estar errado esperando que assim o Verdão evolua.

Então, vamos lá.

Recentemente o amigo David Meira, em sua coluna no site COXAnautas abordou o tema: "o novo plano de fidelização, que em pouco mais de 3 meses, igualou a arrecadação do antigo plano de sócios do ano passado".

Algumas considerações merecem uma análise mais profunda, mesmo sem saber, afinal, qual é o número de sócios em dia com o Clube.

Primeiro, o aspecto temporal. A campanha de sócios de 2007 teve duração de seis meses. A atual, de três. O Coxa encerrou o ano com menos de 5.300 sócios (e proprietários de cadeira) com as mensalidades/anuidades em dia.

A meta de equiparação entre arrecadações dos dois planos merece uma análise mais profunda. Afinal, deste total arrecadado, quanto ficou para o Coritiba como receita, já que o plano "Eternamente Coxa" tem até 38% de suas receitas com as mensalidades ficando a cargo do parceiro do Clube. Ano passado, isto não acontecia, era tudo operado pelo próprio Coxa, que arcava com o risco e os custos operacionais.

É necessário saber também se o Cori investiu em publicidade (criação, produção e divulgação) com o novo plano e quanto o antigo plano investiu. Afinal, se os custos aumentaram (uma hipótese, claro, pois os dirigentes não prestam este tipo de informação aos associados), só saber a arrecadação não basta. É necessário comparar os lucros obtidos pelos dois planos.

Falando em custos, é necessário avaliar se o custo operacional e administrativo do novo plano é mais algo ou mais baixo que o antigo plano. Se mais pessoas foram contratadas para gerencia-lo e qual o impacto disto na folha do Clube. Isto também conta na análise de custos vs. benefícios.

Outro fator relevante é o do apelo. Na Série A, o apelo aumenta, naturalmente. O Coxa é um Clube de futebol. Na Série A, as marcas dos adversários são mais fortes, de maior apelo. Os jogos chamam mais a atenção. Então, é justo lembrar que se tem mais apelo de jogar contra o Flamengo do que contra um time da Série B do ano passado.

Estar na Série A naturalmente elevou os custos do Clube. Assim como elevou a possibilidade de lucro, já que as receitas são mais altas. É uma roda-vida.

Outro ponto interessante é o apelo do novo sócio junto ao público feminino. A quantas anda a adesão das mulheres?

Para saber se o atual plano de sócios é melhor do que o antigo, ou que o antigo é melhor que o atual, muito mais do que a arrecadação é necessário ser analisada. A avaliação de uma gestão profissional - parto da premissa, já que foi promessa dos eleitos e com base nisto faço as análises -, mais argumentos precisam ser expostos para que a profundidade da avaliação seja suficiente para soltarmos fogos - ou vaias - ao plano de sócios.


De concreto, temos o rival - o time da Baixada - na nossa frente em se tratando de sócios em dia indo aos jogos. Isto me incomoda. E por isto, chegou a hora de avaliarmos o plano de sócios do Alviverde do Alto da Glória.