quarta-feira, 23 de julho de 2008

Isto sim foi merecido!


Carlinhos Paraíba fez o gol de número 500 do Coritiba em jogos de campeonatos nacionais realizados no Estádio Couto Pereira. Merecido, muito merecido. Se alguém deste time da atual do Coritiba merecia entrar para a história do Clube, este alguém é o Paraíba.

Quando contratado - faço aqui a mea-culpa, já que ser sincero não é qualidade, é obrigação -, achei que se tratava de uma contratação de alto valor para o orçamento do Clube - tudo bem, não sei qual é este valor, pouquíssimos sabem, já que a diretoria não divulga algo básico -, mas pelo panorama financeiro que o Coxa vinha, de dois anos de Série B, me parecia ser um valor alto.

Graças a Deus, bola dentro da diretoria - na figura de Tonico Xavier, o responsável pelo acerto - que investiu num jogador que realmente valeu à pena. E, que se bem trabalhado, renderá um bom reforço financeiro ao Clube.

Uma constatação, pra mim, inegável: neste atual time, Carlinhos Paraíba é o dono da bola no Coritiba. Ele a carrega no braço para aonde bem entender.

Paraíba é um ícone da raça e da qualidade Coxa. Os deuses do futebol acertaram outra vez. Das raríssimas opções para entrar na história em alto estilo neste atual elenco, não poderia ter sido melhor. Parabéns, Carlinhos Paraíba, o dono da bola no Coritiba Foot Ball Club.

E o Renatinho? Foi escanteado?


O meio-campista Renatinho viveu uma curta fase de sucesso no Coritiba. Lembro que iria ser o camisa 10 de um clássico ParaTiba, na primeira fase do campeonato regional. Não foi por problemas de documentação - estava renovando o contrato.

Depois de um tempo, sumiu do time e foi para o Coxa Jrs.

Não sei o motivo desta 'descida' aos Juniores, a diretoria não informou oficialmente. Mas imaginava que um jogador jovem, que num AtleTiba mete a bola por entre as pernas do principal jogador do time deles, algum valor tem que ter. Ou então, a avaliação do treinador - aquela, dele ser o 10 no ParaTiba fora precipitada, de alguma forma precipitada.

Jogador não desaprende. Quando sabe, pode até não querer jogar, mas continua sabendo. Se não quer jogar, tem que ser cobrado. É profissional. Por isto existe um Departamento de Futebol Profissional no Coritiba Foot Ball Club.

Marlos vetado, Michael vendido, João Henrique titular. E ninguém no banco. Nem o Renatinho. Definitivamente, escanteado do time. Algum motivo tem. Resta saber qual a solução para ele?

Qual o principal objetivo do Coxa?

Qual o principal objetivo do Coxa?


É o futebol, até porque o Coritiba é APENAS um clube de Futebol! E de que forma é trabalhado o futebol??? Quais as coerências nas contratações???

Um clube como Coritiba que contrata 90% dos jogadores de clubes pequenos, como Chapecoense (Cadu), Guaratinguetá (Michel, Alex e Alê), Ferroviária de Araraquara (Leandro), Santa Cruz-RS (Rodrigo), Joinville (Dick), Paranavaí (Vanderlei), Toledo (Guaru). Sem contar jogadores que vieram de clubes estrangeiros, como Ariel, João Henrique e Nenê. E alguns que vieram de clubes da série A ou B; Carlinhos Paraíba (só veio porque o Santa Cruz caiu pra C), Rubens Cardoso do Inter-RS e Maurício do São Caetano.

Vendo logo de cara pode-se notar que 90% dos jogadores contratados são de clubes sem expressão. Então eu pergunto: quem avalia os jogadores a serem contratados pelo clube? Como que jogadores de times pequenos irão resolver nossos problemas?

Sou a favor sim, de contratações de jogadores de clubes pequenos, alguns dão certo. Caso de Vanderlei e Leandro Donizetti. Porém a margem de erro é muito maior, pois são atletas que não estão prontos e necessitam de adaptação.

Se o clube trás e o atleta logo tem que entrar e mostrar ser titular sem tempo hábil, logo é queimado.

O exemplo é evidente. Dos jogadores que vieram de clubes grandes ou medianos, acostumados a grandes competições, apenas Rubens Cardoso ainda não vingou. Mas mesmo assim divide atuações ruins e boas. Já Carlinhos Paraíba e Maurício são titulares. Já o restante, apenas Leandro Donizetti é titular. O restante ou não deram certos, ou são úteis no elenco (Michel, Vanderlei)...e outros só são úteis por falta de opção (Dick, Alex, Alê)...

Onde quero chegar? Simples: quem está acompanhando os grandes clubes do futebol brasileiro, série A e B, para contratações futuras? Aonde se encontra este departamento dentro do clube?
Hoje estamos jogando toda responsabilidade nos garotos formados na base, o que demonstra que o clube tem um excelente trabalho e não precisa buscar fora suas apostas...


Saudações Alviverdes!

Carlos Arioli

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Que sufoco!


O Coritiba fez uma fraquíssima apresentação frente ao Ipatinga, time pior colocado no Brasileirão 2008, mas venceu por 1x0, somando três importantes pontos na tabela de classificação. Com os resultados (parciais) da rodada, o Cori subiu para o 7º lugar, com 20 pontos. No fim de semana, o Verdão encara o Náutico, em Recife.

O Cori entrou em campo num surpreendente 3-5-2, com Mancha pouco aparecendo à frente, o que na prática facilitou muito o trabalho defensivo do Ipatinga.

Na primeira etapa, o Coxa teve basicamente uma chance mais aguda de chegar ao placar, mas parou na defesa do goleiro do time mineiro.

O Alviverde mostrou pouco futebol de qualidade, errando muito na troca de passes e jogando sem velocidade. Apesar da limitação técnica, o lateral-direito Rodrigo Heffler mostrou um futebol mais ofensivo e de melhor qualidade no cruzamento do que todos os outros jogadores contratados para a função.

Sem um bom desempenho em campo, Dorival mexeu no time Coxa-Branca, trocando Hugo e Dirceu por Cadu e Alê. As mudanças pouco surtiram efeitos no time coritibano, que continuava encontrado muitas dificuldades para triangular ações ofensivas e levar perigo ao gol do time do Ipatinga.

Os 48 minutos do segundo tempo foram mais na base da voluntariedade do time Coxa, que sem um plano tático consistente e sem qualidade individual, sofria para furar o sistema defensivo do Ipatinga, que até se atreveu a buscar o seu gol no Alto da Glória.

Dorival Jr. ainda trocou o meio-campista João Henrique por Henrique Dias, deixando o Cori mais ofensivo, num 4-3-3.

Num lance de bola parada, aos 30 do tempo final, o escanteio veio pelo alto, o zagueiro Maurício e o atacante Cadu tentam arrematar ao gol, os zagueiros cortam e o meio-campo Carlinhos Paraíba - que também vinha de uma atuação apagada no jogo -, finta duas vezes para bater com estilo, fazendo o gol salvador do Verdão. 1x0 e foi só, na base da vontade dos jogadores e do grito da torcida, que cantou o jogo todo.

O gol da vitória sobre o Ipatinga foi o gol de número 500 do Coritiba em jogos do campeonato brasileiro realizados no Estádio Couto Pereira.


De bom, os três pontos, que melhoram bastante a posição do Cori na tabela (pelo menos até os outros jogos serem finalizados) e que tranqüilizam o time para a viagem ao Nordeste. Bola por bola, foi um jogo sofrível, contra um time que luta desesperadamente para não cair. Pouco, pouco mesmo para quem quer alçar vôos mais altos, como a Libertadores prometida pela diretoria. Sem reforços à altura, o Coritiba lutará para não cair.

Quem avisa, amigo é...

O meio-campista Carlinhos Paraíba, tido como um dos principais jogadores do elenco do Coritiba, falou ao jornalista Robson De Lazzari sobre o desempenho instável do Coxa no Campeonato Brasileiro.

O atleta coritibano destacou um alerta que serve para uma profunda reflexão sobre os altos e baixos do Cori na competição.

Paraíba destacou, com preocupação, que o time precisa vencer fora, já que é perigoso ficar compensado com rendimento que o time tem quando joga perante sua fiel torcida: "É uma situação preocupante. Daqui a pouco falhamos em casa e aí, como fica?"

Disse tudo, Paraíba, disse tudo...

Atacante na área


O jornalista Róbson De Lazzari assina matéria destacando um possível acerto do Cori com o atacante Caio César Tavera, 21, que estava desde 2007 no Atalanta, da Itália. O atleta passará por uma avaliação da comissão técnica para ser contratado.

Segundo a reportagem, o jogador foi revelado no Cruzeiro e atou nas categorias de base da seleção brasileira.

A carreira de Caio é gerenciada pelo empresário Júlio Fressato, que cuida do contrato do meio-campista Carlinhos Paraíba.

Zagueiro na área


A imprensa dá como certo o anúncio em breve da contratação do zagueiro Evaldo Silva dos Santos, o Evaldo, nascido 04/01/1983, em Janaúba (MG).

Segundo o site COXAnautas, o atleta tem 85 Kg e 1,91 m e já passou pela Portuguesa/SP (2003), São Caetano/SP (2004/2005), América/SP (2005), Marília/SP (2005), Vila Nova/GO (2006), Grêmio/RS (2006) e FC Tokyo/JAP (2007).

Evaldo tem dois títulos no currículo: Campeonato Paulista 2004 (São Caetano) e Campeonato Gaúcho 2006 (Grêmio).

O atleta não vinha sendo aproveitado no Santos, penúltimo colocado no Campeonato Brasileiro. Verdade que o Santos tem história para rever esta situação. E, principalmente, está reforçando o elenco para não virar um time de história na Segunda Divisão do futebol brasileiro.

Mas os números do atual time do Santos não são nada animadores: o penúltimo colocado no Brasileirão tem o 5º pior desempenho defensivo do Brasileirão, com 20 gols sofridos.

Se o atleta era titular com o treinador Leão - que foi demitido pelos maus resultados no campeonato -, com o treinador Cuca o zagueiro não vinha sendo aproveitado. Que o Cuca esteja errado e que os dirigentes e o gerente de futebol do Coritiba estejam certos: Evaldo titular na zaga, jogando bem, pelo sucesso do Coritiba no Brasileirão!

Sobre os sócios da dupla AtleTiba

Um tema que ganhou espaço na discussão entre os torcedores que acompanham o blog 'A Torcida que nunca abandona' foi o 'AtleTiba dos sócios'.

Eis aqui, alguns esclarecimentos:

  • Tomei por base os borderôs, que são documentos oficiais e públicos. Usei para critério de publicação os melhores desempenhos dos dois times.
  • De maneira geral, os números não ficaram distantes dos números de nos outros jogos - como Santos e São Paulo. O time deles, tem entre 70 a 80% de público relacionada aos sócios, um número bem maior que o do Verdão. Verdade que o estádio nosso é muito maior do que o deles, mas o desempenho de sócios deles é bem melhor do que o nosso;
  • Com base nos borderôs, os números de sócios do time deles vem mantendo uma média de público constante nos jogos deles. Isto leva a crer que os números apresentados pela revista Placar estariam certos. Certeza, absoluta, não tenho, pois não tenho acesso aos relatórios oficiais dos dois clubes, mas acredito que a revista acertou;
  • Não considero sócios inadimplentes. Por dois motivos: o legal, já que o Coxa vendeu ingressos para a carga restante (ou seja, carga máxima - sócios em dia) e o financeiro, já que sócio inadimplente não configura receita para o Clube;
  • Além disto, o cadastro do Coxa deve ter décadas de inscrições de sócios. Só do antigo 'Sócio Torcedor', do início da década, foram 12 mil inscritos e que hoje não existem mais. Parte deles seguiu em outras categorias de sócios;
  • Se considerarmos os sócios inadimplentes, o Cori feriria o Estatuto do Torcedor e teria que ser punido pelo STJD, arriscando, inclusive, seus dirigentes responderem na Justiça, algo que não ocorreu;
  • A decisão da diretoria do Coritiba foi acertada: ao considerar apenas sócios em dia para colocar a venda de ingressos no jogo contra o Flamengo, não feriu a lei e não colocou em risco a segurança dos torcedores;
  • Se fosse considerado o número de 16 mil sócios que o Clube - informação do diretor de marketing, Eduardo Jaime, em entrevista a um jornal curitibano -, o Cori não poderia vender a carga de ingressos que vendeu naquele jogo contra o Flamengo;
  • Estar atrás do time deles no quesito sócio não é demérito. E, se bem empregado, pode ser um fator motivacional para corrigir os erros (ou limitações) da atual campanha, já que estamos 'perdendo' para eles. Isto me incomoda, mas tem que ser tratado de forma profissional: o que fazer pra rever este panorama? E isto cabe à diretoria do Coxa;
  • Em dezembro de 2007, o Coxa tinha entre sócios e proprietários de cadeira, com mensalidades/anuidades pagas em dia quase 5.300 sócios. São números oficiais, cedidos pela ex-diretoria do Verdão. Desconheço os números oficiais de sócios a partir de janeiro de 2008;
  • Justamente por não ter os números oficiais, adotei um critério único para comparação: os borderôs das partidas que tiveram melhor desempenho no critério "sócios" presentes;
  • Temos que tratar os fatos como eles são: eles têm mais sócios indo aos jogos do que nós. Os motivos disto eu não sei, mas acredito que o plano de sócios dele teve mais atrativo do que o nosso. É um assunto que merece uma profunda reflexão, pois em números gerais, de público pagante, temos um melhor rendimento que o deles. Ou seja, temos mais torcedores e torcedores mais fiéis. A questão agora é: como fazer estes torcedores se associarem?