domingo, 20 de julho de 2008

Coxa consegue perder o 'AtleTiba'


Outra má jornada fora de casa e o Coritiba mantém a sina de não vencer longe do Alto da Glória. Num Mineirão com menos de 7 mil torcedores, o Coxa perdeu para um Atlético Mineiro vivendo em crise, por 3x2, depois de ter feito dois a zero no placar. Com a derrota, o Cori fica em 10º, com 17 pontos.

Na partida em Belo Horizonte, duas expulsões no lado Verde e Branco: Rubens Cardoso e Marlos, que desfalcam o time no próximo compromisso, no meio de semana, em casa, contra o Ipatinga, que figura na Zona de Rebaixamento.

A partida em Minas começou em alto astral para o Cori: apesar do Galo sufocar o Coxa no campo de defesa, em dois bons momentos o Coxa marcou seus gols. Aos 10, num lance de bola parada, a marcação do time mineiro abusa e comete pênalti, ao segurar o zagueiro Maurício. Keirrison bate e faz, Coxa 1x0.

Aos 18, Ricardinho avança em velocidade e passa na medida para Rubens Cardoso, que bate na área e César Prates corta e marca o gol contra, ao tentar tirar a bola de Keirrison. Coxa 2x0.

Com a vantagem Coxa-Branca no placar, o treinador do time mineiro tirou um volante e colocou Petckovic, que acabaria mudando o jogo. O time das Alterosas partiu pra cima e pressionou o Cori no campo de defesa. Aos 30, Pet entra pela direita e cruza na medida para Gedeon, que acertou um bonito chute, de sem-pulo, fazendo o primeiro gol do time mineiro.

No último minuto do primeiro tempo, o Galo chegaria ao empate: cobrando pênalti, assinalado por Rubens Cardoso - que no lance, levou o cartão amarelo -, Pet bate com estilo e faz 2x2.

Logo a 4 minutos, Rubens Cardoso é expulso, ao cometer falta e levar o segundo cartão amarelo na partida. A expulsão acabou prejudicando muito o Coritiba, que já tinha 'perdido' um volante, numa substituição de intervalo, quando Dorival tira Dirceu para colocar em campo o meia Marlos. Curiosamente, mesmo tendo Rubens Cardoso com o cartão amarelo no primeiro tempo, o treinador tirou Dirceu.

Com a expulsão do volante RC, Dorival se obrigou a mexer no time coritibano, tirando o atacante Keirrison para a entrada do volante Veiga, para recompor o meio-campo defensivo do Verdão. Do lado mineiro, o treinador Gallo mexeu no seu time e colocou em campo o atacante Eduardo, que entrou no lugar de Vinícius, um zagueiro.

A mexida deu certo e o Coritiba foi amplamente dominado pelo time de BH, com Eduardo perdendo dois bons lances antes de fazer o gol da vitória, aos 27 minutos do tempo final.

Com a vantagem no marcador, o Galo 'respirou mais tranqüilamente' e buscou manter a vantagem. Já o Alviverde procurou o empate, com a entrada de Henrique Dias, que entrou nos minutos finais, mas não conseguiu reverter a situação, até porque Marlos agiu errado e agrediu o sérvio Petckovic, que atingira primeiro o meia-esquerda alviverde.

Com dois a menos, o time mineiro aproveitou o momento e ditou o ritmo do jogo até o apito do árbitro, numa partida onde o Verdão do Alto da Glória tinha muita chance de vencer fora de casa.

De prático, novamente o Coritiba mostra sua fraqueza no elenco, sem vencer longe de sua torcida, que 'joga junto com o time' em casa.

Mercado: um zagueiro da Série B


O Departamento de Futebol do Coritiba tem encontrado dificuldades para acertar a contratação de um zagueiro para compor o elenco do Clube na temporada 2008.

No sábado, um jogador da defesa do Bahia mostrou um bom rendimento contra o Corinthians, 1x0 para o time do nordeste, que quebrou em pleno Pacaembu a invencibilidade do time paulista na Série B: o zagueiro Rogério (foto).

Segundo o site oficial do Bahia, Rogério Ferreira Sodré, o Rogério, nasceu em 28/08/1981, na cidade de Cachoeira (BA). O zagueiro tem 1,80m e 75 quilos e foi revelado em outro time baiano, o Ipitanga.

Lógico que um jogo só não é suficiente para se avaliar um jogador, muito menos para recomendar sua contratação. Mas fica a dica para os dirigentes do Cori avaliarem cuidadosamente o desempenho deste atleta através dos profissionais que existem no Departamento de Futebol do Alviverde. Certamente, por serem profissionais, são as pessoas indicadas para avaliar os futuros contratados.

Contra o time alvinegro do Parque São Jorge, num estádio lotado, Rogério mostrou personalidade, com um futebol simples - é verdade, ele deu uma baita furada num dos últimos lances do jogo -, mas muito raçudo. E, principalmente, corajoso. Não tremeu. Pra jogar no Coxa, ser raçudo e corajoso é importante. Nem sempre o suficiente, mas o fundamental, sem dúvida.

(Foto: site oficial do Bahia)

Transferindo a pressão


O Coritiba tem a melhor oportunidade até aqui no Campeonato Brasileiro de vencer jogando fora de casa. Logo mais, num Mineirão que não deve ter muitos torcedores do Galo - a maior organizada do Atlético MG, a Galoucura está mobilizando os torcedores a um protesto no qual eles não entrarão no estádio -, o Cori pode aproveitar o momento de pressão do time mineiro e sair de campo com uma vitória.

O elenco do Galo perdeu seu principal jogador, o hábil e veloz Danilinho, que foi jogar no exterior e vem de seis jogos sem vitória. Apesar de ter jogado bem em vários destes jogos, o Galo não venceu - pior, perdeu o clássico regional no fim do jogo e clássico perdido sempre pesa - e a falta de vitórias irritou a sua torcida, que vive um ano de centenário com muitos problemas dentro de campo. Cansada de promessas, a fiel torcida do Galo resolveu protestar.

O treinador Dorival Jr. pode - e deve! - aproveitar a instabilidade emocional do adversário para postar o time Coxa-Branca forte na defesa e rápido no ataque. Não sofrer gols é o início do trabalho tático do time Verde e Branco. Desta forma estará irritando ainda mais o time mineiro e com isto poderá ter mais 'armas' para vencer o Galo.

A pressão é toda deles mas o Cori não pode vacilar. Tem que jogar sério, com raça e determinação. Os jogadores do Atlético MG querem e precisam desesperadamente da vitória e irão tentar a reabilitação em casa. Por isto, todo cuidado é pouco para o Coritiba. Nada de vacilos e nada de menosprezar o adversário.

No Mineirão, um estádio de gramado de grandes dimensões, grama alta e fofa, jogar com a estratégia é necessário. Atacar sem se descuidar da defesa. E aproveitar que a torcida alvinegra não irá em grande peso.

O Alviverde precisa da vitória fora de casa e tem uma ótima oportunidade de ouro. Mas, convenhamos, também pelo atual momento do Coritiba, que vem de altos e baixos, o empate parece ser um resultado previsível. É o desespero do Galo vs. a necessidade de auto-afirmação do Coritiba.

Força, Coxa!