sábado, 6 de setembro de 2008

Derrota em casa: luta não faltou. Faltou bola


O Coritiba encarou o Botafogo em casa e não conseguiu superar o time carioca, noutro confronto direto por uma vaga no G4. A derrota por 1x0 mostrou que apesar da luta que o time Verde e Branco teve dentro do gramado, só luta não basta para chegar mais longe no Brasileirão: é preciso ter time.


No gramado, um primeiro tempo eletrizante.
No cômputo geral, o time alvinegro foi melhor do que o Coxa, dominou a maior parte da partida e só não fez mais gols porque Vanderlei está numa fase sensacional. Com o resultado, o Cori cai na tabela e agora ocupa a 8ª posição, com 37 pontos e terá dois jogos complicados fora de casa, contra Vitória (o 7º, com 37 pontos e vantagens no critério e o Fluminense, que ocupada a Zona do Rebaixamento, mas vem crescendo no Brasileirão).

No primeiro tempo, um jogo que trouxe empolgação para ambas as torcidas. Se aos 4 minutos, depois de um vacilo da zaga Coxa-Branca, o meia Carlos Alberto sozinho perde uma oportunidade incrível para marcar, com Vanderlei fazendo uma defesa sensacional, salvando o Verdão.

O troco veio logo depois, num lance de bola parada. Escanteio para o Coxa, a bola é desviada e sobra para Keirrison desvia acertar a bola no travessão. Na sobra, o camisa 9 tenta marcar, mas o zagueiro botafoguense corta em cima da linha, evitando o gol alviverde.

Com cerca de 15 minutos de jogo, o time visitante se postava vem no gramado e trazia perigo ao gol do Verdão. Em lance de grande área, o centroavante do Fogão arremata de frente para o gol e novamente Vanderlei salva o Coxa, fazendo uma defesa milagrosa.

O Verdão mostrou um bom lance ofensivo quando Keirrison recebeu um bom lançamento pela direita, ganha de dois marcadores do Fogo e bate por cobertura, na saída do goleiro, que segura a bola.

Melhor postado em campo, o Botafogo candenciava sua posse de bola e trocava bons passes, levando a melhor no meio-campo. O único atleta do time carioca que não jogava bem foi justamente o autor de um lance criminoso, um carrinho violento sobre Rodrigo Mancha: o meia Carlos Alberto, que levou apenas um cartão amarelo do fraco árbitro Leandro Pedro Vuaden, do Rio Grande do Sul (Fifa).

Lento na saída de bola com Mancha e Leandro Donizete, o Coxa perdia o meio-campo, já que Marlos, João Henrique e Carlinhos Paraíba, muito marcados, estavam com um baixo rendimento no gramado, deixando Keirrison isolado entre e dupla de zagueiros do Fogão.

Do lado carioca, um bom futebol ofensivo com os dois laterais, que avançavam quando o time visitante tinha a posse de bola. E aproveitava o fato da zaga Coxa não ir bem nos lances aéreos. Num lance pela esquerda, Triguinho ganha da marcação alviverde e cruza. Os zagueiros do Coritiba não sobem e o centroavante botafoguense cabeceia livre de marcação, mas erra o alvo e a bola sai pela linha de fundo.

Com meia hora de jogo, o Cori não se mostrava capaz de segurar o ímpeto do time carioca: jogada de velocidade, o botafoguense entra livre na área e a bola sobra para um chute forte, à meia altura, para uma defesa sensacional do goleiro Vanderlei, que teve seu nome gritado em coro pelo torcedor do Verdão.

Em um bom arremate de fora da área, Rodrigo Heffner chuta bonito, para uma linda defesa do goleiro do time da Estrela Solitária, que tira a bola do ângulo, evitando o gol Coxa-Branca.

Rodrigo Heffner volta a fazer um bom lance, depois de uma bola invertida da esquerda para a direita. Cruzamento para Tiago Bernardi subir mais do que a zaga rival e cabecear para fora, com a bola passando perto do travessão.



No segundo tempo, o jogo diminui em velocidade e lances de maior perigo, mas o time do Rio de Janeiro continuava melhor postado em campo e conseguindo fazer seu futebol de conjunto render mais do que os lances individuais dos alviverdes.

Por volta de 15 minutos, Dorival mexe no time Coxa-Branca, para dar maior ofensividade ao jogo. o atacante Ariel entra no lugar de João Henrique. O argentino mostrou que fora da área, não passa de um atleta esforçado. E, dentro da área, não teve oportunidade para mostrar seu futebol, já que o Coxa pouco cruzou para o centroavante e quando os laterais cruzavam à área, a zaga do Fogão subia mais alto e cortava os lances.

O lance que definiria o placar surgiu de uma boa variação de troca de passes entre os botafoguenses. Aos 24 minutos, o lateral-direito Thiaguinho recebeu um passe de frente para o gol e bateu em diagonal, acertando um lindo chute e fazendo o gol da vitória do time da Estrela Solitária: 1x0.

Com a desvantagem no marcador, DJ mexeu mais duas vezes no time coritibano. Trocou Marlos e Heffner por Guaru e Silvy. As mudanças fizeram Mancha deixar a zaga e ir para a função de volante, com Leandro Donizete indo para o lado direto da defesa.

As mexidas não mudaram o panorama do jogo. Tanto Guru como Thiago Silvy não renderem bem. Com Marlos e Paraíba mal em campo, o Coxa procurava o empata mais na base da vontade do que de um padrão tático e técnico capaz de superar um time de bom passe de bola e força na marcação.

O Botafogo via o tempo passar e o aproveitada a vontade Coxa-Branca em empatar - quase que de forma desordenada - para armar os contra-golpes. E foi num deles que Maurício teve que fazer uma falta para evitar o lance alvinegro e levou o cartão amarelo. Este foi o terceiro da série para o capitão Coxa, que também não terá Leandro Donizete para o próximo jogo, contra o Vitória, em Salvador, pois o volante também recebeu o terceiro amarelo da séria.

Com o Verdão jogando mais no ímpeto do que no padrão técnico, os alvinegros quase ampliaram, depois de um cruzamento da direita em que a bola sobrou limpa para o atacante do Fogo fulizar a meta Coxa, para outra defesa espetacular do goleiro Vanderlei, que evitou o gol do time visitante.

O Coritiba só voltou a levar perigo ao gol botafoguense num lance de bola parada, já nos acréscimos. Carlinhos Paraíba rouba a bola e é parado na base da falta. Na cobrança, K9 bateu no ângulo direito da meta carioca, mas a bola sobe um pouquinho e sai pela linha de fundo. Placar final, 1x0 para o Botafogo, que jogou mais e mereceu a vitória, apesar da complacência do árbitro, que não puniu o jogador Carlos Alberto, dono de um vasto arsenal de jogadas desleais.

Contra um adversário que luta pelo G4 da Libertadores, o Coxa não mostrou força individual para decidir as partidas. Se por um lado o Verdão foi valente e jogou pra frente, buscando o gol, só isto não foi suficiente para marcar contra um time bem montado e que joga um futebol consistente. Se não faltou raça, faltou time para chegar ao G4. Agora, é jogar fora de casa para tentar recuperar os pontos perdidos contra o time da Estrela Solitária.