domingo, 9 de novembro de 2008

Um triste zero a zero

O Coritiba voltou a fazer uma má apresentação no Campeonato Brasileiro, justamente na reta de chegada. Com o time completo, o Coxa não passou de um irritante zero a zero contra o Náutico, time que luta para não cair no Brasileirão, e que veio a Curitiba com quatro desfalques, dois deles jogadores titulares, o que obrigou o treinador do Timbu a improvisar na posição de primeiro volante.

O Cori fez um fraquíssimo primeiro tempo. Apático e indiferente ao jogo, o time Coxa-Branca não arrematou um único chute ou cabeceio ao gol do time de Recife. Foi isto o primeiro tempo: um festival de lances errados e nada de emoção, exceto pelo lance logo no início do jogo, aos 6, quando Rodrigo Mancha dividiu com William. O árbitro nada marcou, mas a equipe esportiva da Rádio Transamérica avaliou o lance como penalidade máxima. Enfim, o imponderável da bola.

Para o segundo tempo, Dorival mexeu no time, tentando montar uma equipe pelo menos mais vibrante. DJ tirou João Henrique para a entrada de Carlinhos Paraíba e Keirrison para a entrada de Henrique Dias.

Até que o Verdão foi mais ofensivo no tempo final, fazendo quatro lances de ataque, três com Ariel, um com Marlos, chutando de fora. O atacante argentino saiu muito da área, mostrou limitação técnica ao deixar o setor ofensivo e pouco rendeu. Mesmo assim, foi o jogador coritibano mais atuante em termos ofensivos. Com dois cabeceios, um deles já no fim da partida, e uma meia-bicicleta, o gringo pelo menos mostrou vontade.

Num jogo fraquíssimo tecnicamente, Felipe, Alê, Ariel e Henrique Dias mostraram raça. Mas não muito mais do que isto. O Timbu ainda teve uma oportunidade incrível para marcar, já nos momentos finais, com a bola sendo batida rasteira e passando perto da trave do gol de Vanderlei.

Um lance polêmico para o torcedor foi a substituição de Carlinhos Paraíba, que entrada no intervalo e jogou 25 minutos, sendo substituído por Leandro Donizete. Paraíba vinha mal na partida, mas jogava mais defensivamente do que ofensivamente. Pelo menos, foi esta a conotação que ficou no ar, já que quem entrou em seu lugar foi um volante de contenção, Leandro Donizete.

O zero a zero mostrou de um lado o Náutico querendo o empata para se manter na cola dos times que estão algumas posições à frente, entre eles, o time da Baixada. Já o time Verde e Branco do Alto da Glória mostrou a falta de capacidade técnica para um time que aspira um bom fim de temporada e uma base de um time realmente competitivo para conquistar algum título nacional ou internacional no ano do seu Centenário.

Se é esta a base do time para 2009, podem contratar e contratar pelo menos três jogadores de altíssimo nível. O Coritiba foi uma caricatura de time competitivo em todos os setores do campo, inclusive na sua defesa, já que permitiu ao Náutico levar muito perigo num lance no segundo tempo, onde a bola teimou em não entrar no gol coritibano. Para um time que veio para defender e ficar no zero a zero, um erro que poderia ter custado caríssimo aos donos da casa. Já o meio de campo nada criou, deixando o ataque refém do lance individual. Como o time tem limitações - e várias -, faltou qualidade individual para ganhar de mais um time que luta apenas para não cair.

A arbitragem de Simon foi confusa, com alguns lances polêmicos, causando a irritação da torcida alviverde. Mas isto já era previsível, assim como a queda do time Coxa nas últimas 10 rodadas do Brasileirão. Está faltando é bola, time, jogador e treinador que resolvam nos momentos decisivos!

Um comentário:

Anônimo disse...

Ta Tudo Bem Tudo certo,resta saber se em 2009 no Centenario alguma das promessas serão cumpridas.

Albano