sábado, 4 de outubro de 2008

Chega de intolerância!

O fiel Coxa-Branca Diego Hatschbach Ferreira escreve sobre o racismo no futebol. Diego se reporta a um tema tão preocupante quanto pouco debatido e, principalmente, combatido.

O Coritiba poderia adotar uma campanha contra a intolerância nos estádios. O racismo é um ponto pouco criticado e combatido, quando deveria ser justamente o contrário.

Lembrando nossas origens, das quais um dirigente do time da Baixada, ao tentar nos ofender com a designação Coxa-Branca, acabou criando uma das mais profundas formas de amor do futebol do Brasil: a relação da torcida do Coritiba com o apelido Coxa. Se era para agredir, a ofensa acabou por ser uma alavanca para as gerações futuras. A galera adotou o "Coxa eu te amo!" e o Clube cresceu nas mãos de sua torcida.

Para um Clube, de origem germânica e que muito sofreu pela intolerância, que confundia as coisas durante os anos da Segunda Guerra Mundial em Curitiba, o Coritiba poderia buscar novos caminhos, orientando seus torcedores, dando exemplo, fazendo sua parte, por menor que ela possa parecer neste universo de ódio, rancor, preconceito que existe no universo do futebol mundial. Quem sabe, um dia, a diretoria Coxa adota a idéia.

É mais fácil fazer tratamentos alternativos, do tipo, depois que acontece a besteira, entramos em campo e mostramos que estamos atentos... Politicamente correto, mas de efeito reduzido. A campanha dedicada, incansável, dia-a-dia, de maior amplitude, debatendo o problema e buscando soluções - com o exemplo da harmonia entre as cores de pele - seria algo que colocaria o Cori num outro patamar do futebol mundial. E por que nós, Coxas-Brancas de coração, não podemos trazer este exemplo à tona?

Sou Coxa, de pele branca, de alma negra, de coração amarelo e sangue vermelho. Sou Coxa de todas as cores, castas e credos, pois o Coritiba Foot Ball Club é uma prova de meu amor.



Pela paz em todo mundo, pelo fim do ódio entre torcidas, independente de cor de pele ou de camisa, chega de intolerância!


(Foto: Daniel Wildman)

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito bacana esse texto que nos leva a pensar sobre o assunto aonde todos deveriamos ser irmaos mas na pratica muda de figura.
Esse sobrenome Hatschbach é de origem Germanica ou Tcheca,tenho dois amigos do peito que carregam em seu nomes Renato e Luiz Carlo o popular Vacão.parabens Diego nós desportistas precisamos de gente assim em nosso meio.

Albano