domingo, 21 de setembro de 2008

Que eu continue errando

Faço aqui um esclarecimento aos torcedores. Recebo críticas pela minha intolerância. Nada mais justo, as acompanho, avalio, considero. Como parafraseou René Simões em seu livro, ao lembrar de JK, "não tenho compromisso com o erro".

Digo isto com o objetivo de esclarecer meus posicionamentos.

Primeiro, nunca torci e nunca torcerei contra o Coritiba para justificar minhas críticas aos dirigentes, treinadores, atletas. Os critico ou elogio da forma que acho justa.

Isto não quer dizer que não erre. Quer dizer sim que procuro ser sincero nas análises, mas não isto não isenta-me de erros. Não posso garantir que não erre, mas posso garantir que escreva de forma sincera. Isto os leitores podem esperar.

Não preciso de números - deixei um site com 4 milhões de páginas visitadas ao mês para começar um blog, do zero -, currículos, favores. Não preciso de "fama", o poder e o dinheiro não me corrompem. Sou um torcedor do Coritiba, não sou bajulador de diretor, seja da oposição, seja da situação. Posso flertar amizades de ambos os lados do poder, o que acho perfeitamente natural, mas não faço da proximidade do poder - e de seus favores e cobranças - ou das amizades pessoais, algo maior do que meu amor pelo Coritiba, que é o bem de uma coletividade.

Não escrevo pra 'fazer média' com os leitores, ser 'politicamente correto', com ares de bom moço. Seria muito simples - e fácil - escrever só com base nos momentos felizes ou tristes de um resultado do time. Isto, pra mim, não formará uma nova legião de torcedores conhecedores do futebol.

Não uso de argumentos que sejam interessantes só pra manter minha linha de raciocínio quando interessa. Do tipo, usar do imponderável da bola - erros de arbitragem, por exemplo, para tentar minimizar maus resultados. Erros de arbitragem - assim como gols espíritas, defesas sensacionais e bolas na trave - acontecem pró e contra. Faz parte do jogo.

O Coritiba ganhou do Fluminense e é o que conta. Venceu, mas não me convenceu. Um apagão de meia hora no primeiro tempo, um time sem vontade e gana de vencer. Quem quer chegar ao título nacional pode se dar ao privilégio de simplesmente ver o outro time jogar? Uma falta não marcada no segundo gol, um 'passe' açucarada do adversário - já que nossos meias e alas não jogavam junto do Keirrison, o Tatá fez por eles.

O Coritiba venceu o fraco sistema defensivo do Fluminense graças a Keirrison. Sem ele, o Coritiba seria outro Coritiba. Pouco para quem quer chegar longe.

É verdade que os resultados têm desmentido minha opinião de que o time é muito limitado para chegar ao título nacional - e até a uma Libertadores. Acho que o Coxa precisa mais do que um futebol de altos e baixos para chegar longe. Precisa sim de um futebol forte, maduro, competitivo, implacável, no qual o imponderável seja exceção, influindo menos do que um bom trabalho feito durante toda uma temporada.

Se um humanóide acha que ficarei torcendo contra pelo Coxa, só pra ver meu argumento certo, podem esquecer. Que eu continue errando, que o Coxa continue vencendo, mesmo sem me convencer. Pouco importa minha opinião, o que eu quero é a vitória do meu time de coração.

Meus diagnósticos têm o objetivo de alertar para erros, concretos ou possíveis de virem a acontecer. Se minha intolerância incomoda, paciência. Sendo forte na crítica, se forma um time forte dentro e fora de campo. É o que eu acredito. Não podemos ter um time de matutos, satisfeitos com pouco, com a grandeza do amor de nossa torcida. Precisamos mais do que isto, precisamos um time grande em conquistas e feitos no campo de jogo, não só nas arquibancadas.

(Foto: Cíntia Martins)

3 comentários:

Anônimo disse...

Luiz
Esse papo de torcer contra é maior bobagem que tenho vistos nos ultimos anos,isso nao existe,e lhe dou alguns exemplos :
Quando a equipe vai mal e é vaiada ao final do jogo todos que estao no estadio torcem contra?

Fora do mundo virtual temos contatos em rodas de amigos e nao maioria das vezes sempre existem opinioes diferentes,uns dizem que esta uma beleza,outros acham que nao esta tão bem,e daí o que isso muda.

Nao preciso fazer media com voce até porque nem o conheço pessoalmente,isso nao quer dizer que eu concorde com tudo ou seja contrario em outras coisas,o futebol é assimcada um fala e escreve o que sua mente manda e ao meu ver voce é show de bola independente se o site aonde voce esta tem 4 milhoes de visitas ou 200 por mes o que vale é a pessoa e sua forma de ser.

Albano

jango disse...

Luiz...analise, se mesmo na derrota a gente vê defeitos, não que dizer que torcemos conbtra. Ao contrário, estamos na busca do melhor. Prá mim este jogo contrea o fluminense foi o jogo da mentira. Tem alguma coisa errada aí. Aquele primeiro tempo nosso foi uma piada. e o segundo tempo só viramos pq os cariocas não jogaram absolutamente nada(menos que nós). N~]ao me iludo. Estamos em 8º? Sim mas a quantas rodadas nós não saimos de oitavo lugar? Pior, os que vem atreás cada vez mais próximo.

Sei lá, a verdade é divina.

Agora que domingo a gente tem que encaminhar os rivais bem direitinho lá prá segundona, ah, isto tem.

No clássico vai valer a rivalidade, portanto qualquer analise não vale nesta hora.

O DJ que arme o time para ir com tudo contra eles. se possivel com Ariel e K9 juntos, sem o JH (Deus nos acuda este JH)e que nossos alas sejam iluminados.

Parabéns pelo texto!

marco aurelio disse...

Luiz

Concordo em parte com a sua visão crítica sobre as coisas do Coritiba, penso que realmente a diretoria precisa ser cobrada pelas promessas feitas na hora do voto, para mim DJ é medroso, tem medo de perder e quem tem medo de perder não ganha, sábado assisti um dos piores jogos do campeonato, horrível o verdão... ganhou pelas circunstâncias do jogo criadas pelo Fluminense, mas conheço gente que achou o jogo muito bom, a graça do futebol é exatamente esta o embate de opiniões, parabens pelo blog e continue firme nas suas convicções, afinal quem só enxerga maravilhas no seu time e na sua diretoria é o pessoal lá das terras baixas .

abraço

Marco