sábado, 20 de setembro de 2008

De virada, Coxa vence no Maraca

Jogando no Maracanã, o Coritiba encarou o fraco time do Fluminense e ganhou por 3x2, com gols de Paraíba e Keirrison (2). Com o resultado, o Verdão subiu na tabela do Brasileirão, indo para a 8ª colocação, com 40 pontos. Na próxima rodada, o Coxa fará o super AtleTiba, dia 28, no Alto da Glória.


PRIMEIRO TEMPO

O Cori entrou em campo vestindo a tradicional camisa 1, com listras verdes na horizontal, calções pretos e meias verdes. Dorival optou por manter o modelo tático do 3-5-2, com Vanderlei; Maurício, Mancha e Bernardi; Rodrigo, Alê, Paraíba, João Henrique e Ricardinho; Keirrison e Marlos.

No primeiro momento ofensivo da partida, quem deu as cartas foi o time Verde e Branco, num bom lance de Alê, que fintou o marcador e arrematou ao gol. O lance seguinte foi carioca. Roubada de bola do Flu na intermediária, falha clamorosa da zaga Coxa, que deixou livre o atacante Washington. O centroavante entra sem marcação e já na grande área e simula a penalidade máxima, ao fintar Vanderlei. O ex-jogador do time da Baixada recebeu o cartão amarelo, punido acertadamente pela arbitragem.

Nos primeiros minutos, o jogo se mostrava muito veloz, com os dois times buscando o ataque. Apesar do padrão tático na teoria ser com dois atacantes - Marlos jogando mais próximo de Keirrison -, o Coritiba ficava na prática com Keirrison mais a frente, e Marlos mais na meia ponta-de-lança. Paraíba ficava mais na marcação, procurando fechar os avanços do time tricolor.

Em dois minutos, o jogo pegou fogo e mudou de rumo. Primeiro, com um contra-ataque rápido do time do Nense, com Washington roubando a bola e entrando na área, falhando bisonhamente ao pisar na bola e permitir a roubada de bola pelo Verdão. Aos 10, o Coxa chegaria ao seu gol. Jogada de João Henrique pela direita, o meia passa para Keirrison, que bate ao gol, a zaga corta a bola que iria entrar e no rebote, Paraíba, de voleio, faz um belo gol, estufando as redes do time carioca: Coxa 1x0.

Aos 15, o time das Laranjeiras foi à frente, com o estreante Ciel - atacante vindo da Série B -, que bateu forte, de fora da área, mas a bola subiu muito e foi pela linha de fundo.

Neste momento do jogo, o ritmo diminuiu em velocidade, com os times procurando organizar os sistemas de meio-campo.

Dois minutos depois, nova falha de posicionamento da defesa Coxa-Branca. Pela terceira vez consecutiva, o meio-campista do Flu, sem receber a marcação de Alê e Mancha - que estava mais como volante -, passa rasteiro por entre os zagueiros alviverdes e o atacante Washington perde ótima chance de empatar, frente a frente com o camisa 1. Vanderlei sai da meta e defende o chute que tinha direção certa, o gol.

Por volta de vinte minutos, o Alviverde do Alto da Glória fazia dos cruzamentos e lançamentos de Marlos a sua arma para chegar ao gol do time do sudeste. Apesar de Marlos ter toda liberdade ofensiva, os dois alas não subiam, para se aproximar do camisa 9 do Coxa, isolado entre os zagueiros tricolores.

O Verdão fazia dos lançamentos de média distância a arma para jogar no contra-golpe. Aos 30, João Henrique recebe boa bola pela direita, faz uma bela finta no marcador e cruza para a área, mas a zaga do Flu antecipa e corta o lance. Na continuidade da jogada, surgiu o gol carioca. Bola longa para Washington, que marcado individualmente por Bernardi, levou a melhor e bateu por cobertura, na saída do goleiro Vanderlei, empatando a partida a um gol.

O empate pareceu desarticular o Coritiba em campo. Aos 32, bola invertida para o lado direito da zaga Coxa. Tarta se livra de Alê, faz boa jogada individual, mostrando habilidade na finta e cruza para a área, mas a zaga alviverde intercepta o lance.

Por volta dos 40, o Coritiba se postava muito atrás, facilitando os avanços do Flu, já que na frente, Keirrison estava isolado. Com espaço para armar o jogo na intermediária, o time do Rio de Janeiro trocava passes, procurando achar vazios no sistema defensivo do time Coxa-Branca.

Nos 42 minutos de partida, Alê faz uma falta quase na lateral da direita, na intermediária do campo, ao segurar Ciel. O volante leva o cartão amarelo, o terceiro da série, ficando de fora do AtleTiba da próxima rodada. No momento seguinte, num lance similar, o árbitro não dá o cartão amarelo para o jogador fluminense, prejudicando o Coxa.

O Flu continuava se aproveitando do mau posicionamento coritibano na intermediária. Vazios entre os espaços dos volantes e zagueiros, permitiam ao Flu trocar passes em profundidade e com velocidade. Ciel recebe a bola pela direita e arremata, na entrada da área, mas fraco, facilitando o trabalho defensivo do Cori.

Num vacilo incrível da defesa coritibana, gol do Flu, aos 46. Lançamento para a grande área e Vanderlei acompanha a saída da bola. O árbitro marca o escanteio, para reclamação do goleiro Coxa-Branca. No escanteio, pela esquerda do ataque carioca, a bola vai na grande área, a zaga não corta e o jogador do Flu passa para Washington, livre de marcação , bater para o gol, virando o placar.

O primeiro tempo começou bom para o Coritiba, que marcou seu gol logo no começo e não soube - ou não quis - aproveitar a vantagem e o clima de desespero do Flu. Depois do gol, aos 10, o Coxa parecia ter desacelerado o ritmo, facilitando para o adversário avançar rumo ao gol coritibano. Posicionamento errado dos zagueiros e dos volantes - Bernarndi foi facilmente batido pelo atacante nos primeiros 46 minutos -, Marlos tentando algo, mas abusando da individualidade, os alas não subiam e não marcavam os cruzamentos, Keirrison, muito marcado e muito isolado, não tocou na bola.


SEGUNDO TEMPO

Revoltado bom o baixo rendimento do time, Dorival voltou ao gramado e falou à imprensa que a cobrança foi forte no time. O técnico manteve o mesmo time para o segundo tempo.

O primeiro momento ofensivo do tempo final surgiu com o Fluminense, aos 5. Bola pela direita, o atacante ganha da zaga Coxa e cruza com perigo, mas a bola fica com Vanderlei. No lance seguinte, falta pela direita. O Flu joga na área e o cabeceio sai com perigo, num lance em que a zaga Coxa não subiu.

O Cori foi à frente aos 9, depois do rebote, num lance de falta pela direita, Heffener acerta um lindo chute e a bola explode na trave, levando perigo ao gol do time carioca.

Logo depois, Dorival mexe no time - curiosamente, a mudança não ocorreu durante o intervalo - com Ariel entrando em campo, no lugar do meia Marlos, fazendo com que o Cori fosse atuar com dois atacantes de ofício.

Na primeira tentativa de Ariel, aos 12, o argentino - faz falta, não anotada pelo árbitro - e na disputa pelo alto do cruzamento vindo de Rodrigo, Keirrison fica com o rebote e bate ao gol. A bola bate na trave, mas na volta, K9 não perdoa: 2x2, na primeira bola que chegou com mais qualidade ao atacante alviverde.

Tentando segurar o jogo, Paraíba para o lance e leva o cartão amarelo. Aos 15 e aos 17, pressão carioca, que levou perigo ao goleiro coritibano. Nova falha de posicionamento Coxa, Arouca passa na medida para Táta, que se livra do marcador e bate cruzado, por cobertura, com a bola passando perto do travessão.

Aos 22, um lance emocionante, quando o Flu perdeu uma chance inacreditável de fazer mais um: contra-golpe veloz, a bola é passada para Washington para Carlinhos, pela direita, que, quase na pequena área, chuta muito forte e a bola explode no travessão. Na volta, livre de marcação, Ciel chuta forte, mas a bola sobe muito e sai pela linha de fundo.

O Cori mostra serviço, com Maurício, que tenta o lance individual, mas sem sucesso, quando poderia articular com Ariel ou K9.

Com 25, a torcida local - cerca de 11 mil torcedores - cresce no jogo, apoiando seu time. Atendendo ao apelo do torcedor, o Fluminense ataca e cede espaços para Keirrison fazer a sua parte. Falha incrível do jogador carioca, que errou feio ao tentar inverter o jogo e armou o contragolpe para K9, sem marcação, avançar e bater na saída do goleiro: 3x2, virando o placar.

Num falta de frente para a grande área, Mancha pára o jogo e leva o cartão amarelo.
Logo depois, para reforçar o meio-campo, DJ tira João Henrique para a entrada do volante Leandro Donizette. Com isto, o Cori mostraria um futebol mais equilibrado entre defender e atacar, já que o time tinha dois atacantes, liberando Paraíba para armar o jogo e retornando Rodrigo Mancha para a zaga, para ganhar força no jogo aéreo.

O time tricolor levou muito perigo contra a meta Coxa-Branca, aos 35, numa boa cobrança de falta. Washington colocou a bola no ângulo, mas Vanderlei foi bem na bola e tocou pela linha de fundo, evitando o gol de empate.

Aos 40, Paraíba deixa o time para a entrada do zagueiro Felipe. DJ quer fechar o cerco defensivo e manter a vantagem no placar, já que o Nense era todo ataque nos momentos finais da partida.

Até os 48, o Flu buscou o empate, mas de forma desordenada, beirando ao desespero de um time que permanecia na Zona de Rebaixamento. Já o Verdão, se fechou atrás e segurou o resultado que lhe era favorável. Placar final, Coritiba 3x2.


O Coritiba venceu, o que é importante - nada mais do que previsível, já que o adversário estava na ZR -, pois traz tranqüilidade para o super AtleTiba do dia 28 e sobe o time na classificação. O resultado foi muito importante, mas, convenhamos, não convenceu. E mostrou muitas falhas defensivas, tanto no posicionamento, como no aspecto coletivo e individual. Contra o Flu, o Cori correu só 10 minutos do primeiro tempo e 45 do segundo. Num intervalo de trinta minutos, o time sofreu um apagão. E não se pode vacilar assim num clássico, assim como contra o Goiás e o Inter...


Dorival é um treinador de sorte,sem dúvida. E mantenho o critério: não destaco o imponderável, nem quando ganha, nem quando perde. O que vale é o resultado. Agora, é contra 'eles'. Vitória a qualquer custo, sem dó!

4 comentários:

Douglas disse...

"nada mais do que previsível", meio forçado, o Fluminense foi vice-campeão da Libertadores, perdeu o Thiago Neves e jogou sem Conca, mas não é um time qualquer ...
Concordo com vc sobre o DJr, ele têm sorte, e é louco tb, do jeito que ele falou no intervalo deu a entender que ele botou a culpa na falta de vontade dos jogadores, se o time perdesse o jogo ele perdia a confiança do elenco. Agora é esquecer tudo, lotar o Couto Pereira e empurrar os cachorros de madame para a Segundona maldita.

Abraço.

Luiz Carlos Betenheuser Jr disse...

Oi Douglas, tudo bem?

Só pra tentar explicar meu conceito.

Pra mim, é previsível na medida que o objetivo do COXA é a Libertadores e o do adversário é não cair.

O FATO é que a tabela mostra que, apesar de alguns jogadores de bom potencial no elenco, o TIME do flu está desorganizado e jogando no limite do emocional - o terceiro gol mostra isto. Agora, na hora da morte, complica pros caras.

Libertadores, para eles, é passado. O presente é ZR.

Fernando Jaremicki disse...

Nossa vamos surrar de cinta os poodles sarnentos no Major Antônio Couto Pereira, no Domingo próximo. Para enterrar de vez esse time de dono na maldita 2ª divisão!
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Sobre o jogo do Coritiba x o time colorido do Rio. A vitória foi creditada a sorte e a competência do K9 por acreditar na jogada errada do Tartá.
O Dorival Júnior faz questão de se mostrar um técnico mais sortudo do que coerente. Não é possível que enxergue que o K9 isolado e o CP recuado não rendem o que podem e sabem!

Um abraço Luiz!

Anônimo disse...

Olá turminha
Pra mim valeu pelos tres pontos e nao pela forma do time jogoar,mostrou porque só ganha das babas do campeonato.
Nao pode uma defesa falhar tanto depois de uma semana de treino,jogadas mediocres aonde mais uma vez o K9 salvou a patria.
Já contra os CAPADOS sem duvidas tem que moer sem piedade,espero que nenhuma "AMIZADE" atrapalhe o caminho deles na segundona.

Albano