domingo, 10 de agosto de 2008

É, e agora: o time ainda é fraco?

Agora, restam 19 jogos até o fim do Brasileirão, em dezembro, quando saberemos quem será o campeão, quem irá para a Libertadores e para a Sul-Americana, quem ficará na mesmice da zona do agrião e quem conhecerá o inferno da Série B.

Perguntado sobre minha análise, de que o elenco era fraco para o Brasileirão e que os números questionavam tal análise - o Coxa ocupa o 6º lugar na tabela, com 32 pontos -, tenho que responder de forma óbvia: os números do primeiro turno são inquestionáveis e o Coritiba mostrou mais do que eu disse (falta time!), com um time (elenco) que conseguiu ficar próximo da Libertadores, que é a promessa da diretoria para o ano do Centenário.

Sendo franco: não chegou lá, mas ficou muito mais perto do acerto do que disseram os dirigentes do que da minha análise de torcedor. Então, nada mais justo que eu destaque isto publicamente.

Quando faço análises, as faço com base em avaliações sistêmicas (sim, sei, são teóricas, por vezes, 'cornetagens', algo de intuição, um pouco de informação de bastidor). Complemento informações de várias origens, agregando avaliações em vários aspectos de um time de futebol.

Óbvio, erro - também acerto, eventualmente -, e erro bastante. Mesmo assim, espero estar errado nas próximas 19 rodadas e espero que o time não precisa de reforços para não se incomodar na competição. Até aqui, a diretoria chegou mais perto do acerto do que eu. Não que eu leve isto como uma 'disputa', algo pessoal, do tipo "Eu te disse! Eu te disse!".

A competição tem tudo pra ter novos rumos com a abertura do mercado. Não vi Evaldo, nem Jaílson, nem Ariel jogando - só quem os viu e que referendou as contratações pode ter uma condição melhor de avaliação, com uma margem de erro menor. Espero que eles entrem e resolvam, melhorando o desempenho Coxa-Branca na competição.

Assim como critiquei o desempenho de Alê - que falou à imprensa após a vitória de 3x0 sobre o Sport -, ficou claro que ele entrou precocemente no time. Não preparado adequadamente (no aspecto físico), o jogador vinha de maus desempenhos, o que mudou nos últimos jogos (justamente por ele estar melhor preparado para entrar no time). Bom lembrar, que quem o colocou no time não fui eu. Avaliei pelo que vi em campo. Se ele não tinha as condições ideais para jogar, quem o escalou foi responsável pelo erro.

Também não sou eu quem escala (ou não) o lateral Rodrigo Heffner. Se o atleta estava há 3 meses no Alto da Glória e não tinha jogado e, da noite pro dia, virou titular absoluto - ainda que se pese suas limitações -, Rodrigo deveria ter sido melhor avaliado. Isto é, com base numa premissa de profissionalismo no esporte, preconizada pela diretoria Coxa-Branca.

Comparar erros de análise de um torcedor - eu próprio - com os de uma equipe de profissionais serve apenas para mostrar que detalhes podem fazer a diferença. Estão, por vezes, num flerte com o imponderável da bola. Convenhamos, os profissionais deveriam errar menos possível, pois são profissionais e o erro deles interfere muito na vida dos torcedores.

Até aqui, é inquestionável: minha análise sobre o time Coxa-Branca está errada. Quer dizer, pelo menos no aspecto que conta muito: a tabela...

E que ela continue errada por mais 19 bem complicadas rodadas. Afinal, não torço contra o Coritiba. Muito pelo contrário, torço muito pelo Coxa e espero que eu continue errando na análise! E virei publicamente assumir meu erro.

Agora, SE, por ventura, eu acertar - o time precisa de reforços de qualidade -, paciência, segue o baile, ficarei em silêncio, pra minha tristeza e da nossa torcida...

Como bem disse o genial Tostão - longe de mim tal comparação, serve apenas como referência -, "Sou um comentarista te futebol, às vezes eu acerto".

Escrevo de torcedor pra torcedor. Ao torcedor, o meu respeito, tanto nas boas como nas horas más.