sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sem tempo pra chorar

Fato consumado - digamos, "Mais na cara que o nariz do Bozo" -, a saída do capitão Jeci do Coritiba deve servir de fato para o início de uma nova era no planejamento do futebol do Clube.

Se os contratos de Jeci e Édson Bastos tinham cláusulas que facilitassem a saída dos atletas - afinal, de quem é a assinatura no contrato? De Gionédis ou de Cirino? -, era de se esperar que o departamento de futebol do Coxa tivesse um plano B para o zagueiro.

Do goleiro, nem esperava isto, pois o Clube tem quatro atletas para a posição - deduzo que já prevendo uma possível saída de Bastos, o Verdão montou um elenco capaz de ter um bom rendimento no gol, caso de uma transferência de EB. Mas do zagueiro, era o mínimo de se esperar. E, lamentavelmente, nas últimas declarações dos responsáveis pelo futebol do Cori - Cirino, Halila, Jamelli e Dorival - todos não falavam em zagueiros. Falavam sim em meio-campistastas ofensivos e mais um atacante, além do argentino Ariel.

É frustante não encontrar este tipo de plano B no futebol do Verdão. Sabedores de que Jeci era um 'alvo' fácil no mercado da bola, a cúpula Coxa-Branca não tinha uma alternativa para a substituição imediata do atleta.

Agora, os atuais dirigentes argumentam que já estavam negociando a renovação com o Jeci e que a saída dele foi decisão unilateral do atleta. Óbvio que isto era uma situação factível. O que não é aceitável é que mesmo com este risco (que deveria ser calculado), os responsáveis pelo futebol coritibano não pensavam em reforçar a zaga.

A saída de Jeci tem que servir de aprendizado para os atuais dirigentes. Se a 'culpa' era do Vialle, a partir de 02 de janeiro deste ano, ela passou automaticamente à responsabilidade de Cirino e Cia. Eles 'herdam' o ônus e o bônus do cargo. E como é uma gestão profissional, deles cobraremos resultados.

Sem tempo para chorar, agora os resonsáveis pelo futebol do Cori precisam é contratar. E contratar bem, pois o campeonato continua.

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