sexta-feira, 4 de julho de 2008

Se nã fosse o 'Se...'

Dorival Jr. continua na base do "Se". A cada rodada, uma nova sabatina de argumentos para o Coritiba não estar na ponta da tabela. Por vezes, os desfalques - algumas vezes, contusões, em outras, suspensões -, por vezes a sorte (ou falta dela), em outros jogos, os erros de arbitragem.

Para Dorival, o Coxa não jogou pior do que nenhum adversário até aqui. Palavras de Dorival, à imprensa, após o clássico: “Concretizamos pouco em relação ao número de oportunidades criadas. É sétima ou oitava partida em que somos superiores ao adversário e não conseguimos o resultado”.

Tá, tudo bem, mas o Coxa tem 10 pontos e o líder, 19. Em oito rodadas. Se enfrentamos dois times fortes, que disputarão uma vaga na Libertadores - Cruzeiro e São Paulo - também enfrentamos times mais fracos tecnicamente: Figueirense, Vitória, A. Paranaense, Botafogo. Nestes doze pontos disputados, ganhamos dois.

No AtleTiba, foi a fez do “Faltaram apenas os gols”. Bom, foi o que disse o treinador coritibano na coletiva à imprensa, ainda no acanhado Estádio da Baixada. Acanhado e inseguro, pois até bomba caseira um torcedor do time deles atirou na torcida do Coxa.

Passados cerca de 25% da competição, o Coritiba continua no mesmo ritmo, na mesma ladainha de 2005 e 2006. O "Quase...". Quase Renaldo acertou os pênaltis, quase o Flávio cortou a bola de Claudemir, do São Caetano, quase o Vagner cortou a bola do Galo, quase Edu Salles acertou o gol e não a trave, quase Edu Salles acertou mais uma vez o gol e não a trave... e por aí vai.

Os times estruturados e bem montados e preparados para o Brasileirão aproveitam os vacilos dos times do "Quase" e pontuam, subindo na tabela.

O Coritiba continua na Zona da Sul-Americana, mas um mau resultado em Porto Alegre pode fazer o time descer à Zona do Agrião, aquela que não leva a lugar algum. E, bem pertinho dela, fica a Zona do Rebaixamento.

A situação é simples: a torcida quer ver o time vencendo. Contra Inter (fora) e Portuguesa (em casa), dois jogos para medir o poder de fogo do Verdão. Com a palavra, Dorival Jr.

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