quarta-feira, 16 de julho de 2008

O "contrapeso"

O jornalista Róbson De Lazzari assina matéria sobre a possível estréia do lateral-direito Rodrigo Heffner no Coritiba. Rodrigo deve ser o camisa 2 do Alviverde na partida contra o Flamengo, quinta-feira à noite, no Couto Pereira.

Rodrigo é tratado como "contrapeso" na matéria de De Lazzari, por ter vindo ao Clube quando da contratação de Guaru, que estava no Toledo.

O lateral está há três meses no Cori e nunca atuou pelo time. Nem reserva foi. Agora, por uma contingência - as contusões de Dick, Tamandaré e Alex Silva -, Heffner tem tudo para estrear pelo Coritiba.

Fico a me perguntar: como é que pode, Guaru, que nem titular absoluto estar com bala na agulha, leia-se empresário forte, o suficiente para indicar até "contrapeso" nas negociações com o Coritiba?

O fato é que a história da vida real cria uma fábula, a d'A Cruz e a Espada. Se jogar bem contra o Flamengo, sobra a bronca pro treinador Dorival Jr. Dirão: "Mas como é quem um atleta destes fica de fora do time?" estando há três meses no Clube e não tendo uma única oportunidade pra jogar? Se acontecer o que é o previsto - uma atuação rotineiramente fraca, como tem sido a situação da maioria dos 21 contratados pela diretoria -, nova cobrança: como é que podem contratar um atleta de baixa qualidade técnica para o Coritiba?

Uma coisa é certa: entre vindas e idas de "contrapesos" e jogadores de baixo nível técnico, a cada dia que se passa a cobrança sobre a gestão do futebol no Alto da Glória aumenta. E as broncas dos torcedores também.

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